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Traumatismo esplénico : casuística de 7 anos do Serviço de Cirurgia do Hospital Garcia de Orta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O baço é o órgão mais frequentemente atingido no traumatismo abdominal fechado. Nas últimas décadas houve uma mudança no paradigma da terapêutica do traumatismo esplénico, com uma crescente preocupação em preservar o órgão. A terapêutica conservadora é atualmente aplicada na maioria dos doentes hemodinamicamente estáveis com taxas de sucesso de cerca de 90%. Neste estudo foi feita uma análise retrospetiva dos processos clínicos de doentes admitidos no Hospital Garcia de Orta, Serviço de Cirurgia Geral, entre os anos 2009 e 2015 com traumatismo esplénico, com o objetivo de avaliar aspetos epidemiológicos, clínicos, diagnóstico e abordagem terapêutica. Verificou-se que no Hospital Garcia de Orta o traumatismo esplénico é mais frequente no sexo masculino, durante a quinta década de vida, na maioria causado por traumatismo fechado, sendo o acidente automóvel o principal mecanismo de lesão. Surge habitualmente associado a outras lesões torácicas, abdominais e cranianas. A maioria das lesões esplénicas foi avaliada com recurso à Tomografia Computorizada e classificada com o grau III na escala Organ Injury Scale da American Association Surgery Trauma. A terapêutica conservadora foi a aplicada na maioria dos casos, com uma taxa de sucesso de 93,8%.
Autores principais:Batista, Ana Luísa Bica
Assunto:Baço Traumatismo Esplenectomia Terapêutica conservadora Lesão esplénica Cirurgia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O baço é o órgão mais frequentemente atingido no traumatismo abdominal fechado. Nas últimas décadas houve uma mudança no paradigma da terapêutica do traumatismo esplénico, com uma crescente preocupação em preservar o órgão. A terapêutica conservadora é atualmente aplicada na maioria dos doentes hemodinamicamente estáveis com taxas de sucesso de cerca de 90%. Neste estudo foi feita uma análise retrospetiva dos processos clínicos de doentes admitidos no Hospital Garcia de Orta, Serviço de Cirurgia Geral, entre os anos 2009 e 2015 com traumatismo esplénico, com o objetivo de avaliar aspetos epidemiológicos, clínicos, diagnóstico e abordagem terapêutica. Verificou-se que no Hospital Garcia de Orta o traumatismo esplénico é mais frequente no sexo masculino, durante a quinta década de vida, na maioria causado por traumatismo fechado, sendo o acidente automóvel o principal mecanismo de lesão. Surge habitualmente associado a outras lesões torácicas, abdominais e cranianas. A maioria das lesões esplénicas foi avaliada com recurso à Tomografia Computorizada e classificada com o grau III na escala Organ Injury Scale da American Association Surgery Trauma. A terapêutica conservadora foi a aplicada na maioria dos casos, com uma taxa de sucesso de 93,8%.