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Estudo da variabilidade temporal das emissões de CO2, CH4 e N2O num pomar fertilizado com efluentes pecuários

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A agricultura é uma fonte de gases com efeito de estufa (GEE), provenientes de várias atividades, incluindo a fertilização dos solos. As emissões de GEE resultantes da fertilização, não só contribuem para as alterações climáticas, como diminuem a quantidade de nutrientes disponíveis para as plantas. A utilização de efluentes pecuários é uma alternativa ao uso de fertilizantes minerais, mas a sua utilização poderá levar ao aumento das emissões de GEE. Neste estudo, foram medidas as emissões de CO2, CH4 e N2O, resultantes da aplicação de efluentes pecuários em substituição parcial da fertilização mineral. Os 5 tratamentos estudados foram: controlo, estrume de bovino, estrume de aves, chorume de bovino, chorume de bovino acidificado. O controlo recebeu 100% do azoto disponível através da fertirrega (fertilizante mineral) e as restantes modalidades receberam 57% do azoto disponível através dos efluentes pecuários e os restantes 43% através da fertirrega. As emissões foram medidas recorrendo ao método da câmara estática e iniciaram-se após a aplicação dos efluentes pecuários, terminando antes da colheita das maçãs (4 de maio - 17 de agosto 2022). Os efluentes pecuários e os solos fertilizados foram analisados e a produção de maçãs foi quantificada. O controlo produziu a mesma quantidade de maçã que os restantes tratamentos, com exceção do estrume de bovino, que produziu menos. Não foram observadas diferenças significativas (p<0,05) entre as emissões de CO2 do controlo (160,7 g m-2) e as emissões de CO2 dos restantes tratamentos. O chorume de bovino acidificado (283,3 mg m-2) emitiu mais N2O do que o chorume de bovino bruto (155,9 mg m-2) e ambos emitiram mais N2O do que os restantes tratamentos. O chorume de bovino bruto (638 mg m-2) e o chorume de bovino acidificado (210,3 mg m-2) emitiram mais CH4 do que os restantes tratamentos. A acidificação do chorume de bovino não teve um efeito nas emissões de GEE.
Autores principais:Mata, Miguel Reis da
Assunto:emissões pomar estrume chorume gases com efeito de estufa emissions orchard manure slurry greenhouse gases
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A agricultura é uma fonte de gases com efeito de estufa (GEE), provenientes de várias atividades, incluindo a fertilização dos solos. As emissões de GEE resultantes da fertilização, não só contribuem para as alterações climáticas, como diminuem a quantidade de nutrientes disponíveis para as plantas. A utilização de efluentes pecuários é uma alternativa ao uso de fertilizantes minerais, mas a sua utilização poderá levar ao aumento das emissões de GEE. Neste estudo, foram medidas as emissões de CO2, CH4 e N2O, resultantes da aplicação de efluentes pecuários em substituição parcial da fertilização mineral. Os 5 tratamentos estudados foram: controlo, estrume de bovino, estrume de aves, chorume de bovino, chorume de bovino acidificado. O controlo recebeu 100% do azoto disponível através da fertirrega (fertilizante mineral) e as restantes modalidades receberam 57% do azoto disponível através dos efluentes pecuários e os restantes 43% através da fertirrega. As emissões foram medidas recorrendo ao método da câmara estática e iniciaram-se após a aplicação dos efluentes pecuários, terminando antes da colheita das maçãs (4 de maio - 17 de agosto 2022). Os efluentes pecuários e os solos fertilizados foram analisados e a produção de maçãs foi quantificada. O controlo produziu a mesma quantidade de maçã que os restantes tratamentos, com exceção do estrume de bovino, que produziu menos. Não foram observadas diferenças significativas (p<0,05) entre as emissões de CO2 do controlo (160,7 g m-2) e as emissões de CO2 dos restantes tratamentos. O chorume de bovino acidificado (283,3 mg m-2) emitiu mais N2O do que o chorume de bovino bruto (155,9 mg m-2) e ambos emitiram mais N2O do que os restantes tratamentos. O chorume de bovino bruto (638 mg m-2) e o chorume de bovino acidificado (210,3 mg m-2) emitiram mais CH4 do que os restantes tratamentos. A acidificação do chorume de bovino não teve um efeito nas emissões de GEE.