Publication

Hybrid nanoparticles to co-delivery drugs with improved properties for topical ocular application

View document

Bibliographic Details
Summary:Atualmente são diversas as doenças oculares conhecidas, e estima-se que mais de 1 mil milhão de pessoas em todo o mundo sofram de algum distúrbio visual, o que torna necessário o desenvolvimento de formulações nesta área. Apesar desta necessidade, a passagem dos fármacos pelas membranas oculares nem sempre é possível devido à anatomia e fisiologia do olho humano. Assim, é necessário a inclusão de promotores de permeação nas formulações oftálmicas, ou seja, com estes compostos será possível aumentar a permeabilidade do fármaco pelas membranas oculares. Neste trabalho de investigação foram desenvolvidas nanopartículas híbridas lípido-polímero e adicionados promotores de permeação como o Gelucire® 48/16 e HP-β-CD, também com propriedades mucoadesivas. Além disso, a adição de ácido hialurónico permite que as nanopartículas tenham maior mucoadesão. As nanopartículas híbridas poliméricas foram otimizadas para poder abranger fármacos de natureza hidrofílica e lipofílica. Para esta inclusão foi utilizada a técnica de homogeneização a quente, sendo a levofloxacina (quinolona) e o ibuprofeno (anti-inflamatório não esteróide) incorporados na fase lipídica. Posteriormente foram verificadas as propriedades físico-químicas das nanopartículas, bem como suas propriedades mucoadesivas. Em estudos in vitro foi possível verificar a captação de nanopartículas pelas células ARPE-19 e verificar a viabilidade celular dos diferentes componentes das nanopartículas. As formulações finais otimizadas tiveram tamanho médio de 264,9 ± 25,8 nm; um PDI de 0,312 ± 0,067 e um potencial zeta de -31,4 ± 2,5 mV. A adição de fármacos às nanopartículas não afetou significativamente estes parâmetros, sendo possível verificar que a eficiência de encapsulamento foi de quase 100% para o ibuprofeno, que também apresentou maior perfil de libertação. Testes in vitro demonstraram que as células ARPE-19 foram capazes de captar positivamente as nanopartículas e seus compostos não apresentaram citotoxicidade celular, sendo a viabilidade celular de quase 100%.
Main Authors:Marques, André Moreira
Subject:Nanoparticles Eye Permeation enhancers Levofloxacin Ibuprofen Teses de mestrado - 2024
Year:2023
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:embargoed access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:English
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Atualmente são diversas as doenças oculares conhecidas, e estima-se que mais de 1 mil milhão de pessoas em todo o mundo sofram de algum distúrbio visual, o que torna necessário o desenvolvimento de formulações nesta área. Apesar desta necessidade, a passagem dos fármacos pelas membranas oculares nem sempre é possível devido à anatomia e fisiologia do olho humano. Assim, é necessário a inclusão de promotores de permeação nas formulações oftálmicas, ou seja, com estes compostos será possível aumentar a permeabilidade do fármaco pelas membranas oculares. Neste trabalho de investigação foram desenvolvidas nanopartículas híbridas lípido-polímero e adicionados promotores de permeação como o Gelucire® 48/16 e HP-β-CD, também com propriedades mucoadesivas. Além disso, a adição de ácido hialurónico permite que as nanopartículas tenham maior mucoadesão. As nanopartículas híbridas poliméricas foram otimizadas para poder abranger fármacos de natureza hidrofílica e lipofílica. Para esta inclusão foi utilizada a técnica de homogeneização a quente, sendo a levofloxacina (quinolona) e o ibuprofeno (anti-inflamatório não esteróide) incorporados na fase lipídica. Posteriormente foram verificadas as propriedades físico-químicas das nanopartículas, bem como suas propriedades mucoadesivas. Em estudos in vitro foi possível verificar a captação de nanopartículas pelas células ARPE-19 e verificar a viabilidade celular dos diferentes componentes das nanopartículas. As formulações finais otimizadas tiveram tamanho médio de 264,9 ± 25,8 nm; um PDI de 0,312 ± 0,067 e um potencial zeta de -31,4 ± 2,5 mV. A adição de fármacos às nanopartículas não afetou significativamente estes parâmetros, sendo possível verificar que a eficiência de encapsulamento foi de quase 100% para o ibuprofeno, que também apresentou maior perfil de libertação. Testes in vitro demonstraram que as células ARPE-19 foram capazes de captar positivamente as nanopartículas e seus compostos não apresentaram citotoxicidade celular, sendo a viabilidade celular de quase 100%.