Publicação
O investimento directo português no Magrebe : do discurso da globalização à realidade das proximidades
| Resumo: | O investimento directo português no Magrebe (IDPM) e novo, tal como o investimento directo português no estrangeiro (IDPE). No IDPM, em termos de Estados, a Tunísia acolhe o maior montante de investimento. Marrocos o maior número de empresas e o fluxo mais regular de IDPM e a Argélia é ignorada pelos investidores; por outro lado, o Estado português tem um papel preponderante tanto pela diplomacia, como pelos incentivos que disponibiliza e, em particular, pelos exemplos que dá quando as empresas onde participa são das primeiras/principais a investir nestes mercados. A fraqueza relativa dos montantes envolvidos no IDPM questiona o conceito globalização. E que o IDPE orientou-se primeiro para a Europa comunitária, em particular Espanha como destino e banca como protagonista; seguiu-se a indústria (cimentos, telecomunicações, madeira e abrasivos) e, depois, distribuição e construção. Uma segunda zona de destino do IDPE está a ser a América Latina, isto e, o Brasil, a que se pode juntar a Europa de Leste. Em terceiro lugar, segue-se o Norte de Africa, ou seja, o Magrebe. O que conta nas relações económicas internacionais são proximidades (homogeneidades) de lógicas e valores, mais do que geográficas, culturais ou históricas. Daqui que a fenómeno da dita globalização tenha por compensação o da exclusão. Assim se compreende que Portugal aposte primeiro na UE (proximidade de lógicas e valores. a que junta as geográfica, cultural e histórica), em especial na Espanha; depois no Brasil (proximidade histórico-cultural), e só mais recentemente no Magrebe (proximidade geográfica, a qual só por si não garante uma utilidade específica). Espera-se, contudo, que a derrota dos integristas argelinos e a disputa crescente entre a UE e os EUA pelo protagonismo no Magrebe aumentem os fluxos de capital estrangeiro para a zona. |
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| Autores principais: | Nunes, Rui Manuel Carlos |
| Assunto: | ordem económica internacional integração económica investimento internacional empresas multinacionais movimentos internacionais de factores e negócios internacionais intemational economic order economic integration íntemational investment long-term capital movements multinatíonal firms intemational business intemational factor movements |
| Ano: | 1999 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O investimento directo português no Magrebe (IDPM) e novo, tal como o investimento directo português no estrangeiro (IDPE). No IDPM, em termos de Estados, a Tunísia acolhe o maior montante de investimento. Marrocos o maior número de empresas e o fluxo mais regular de IDPM e a Argélia é ignorada pelos investidores; por outro lado, o Estado português tem um papel preponderante tanto pela diplomacia, como pelos incentivos que disponibiliza e, em particular, pelos exemplos que dá quando as empresas onde participa são das primeiras/principais a investir nestes mercados. A fraqueza relativa dos montantes envolvidos no IDPM questiona o conceito globalização. E que o IDPE orientou-se primeiro para a Europa comunitária, em particular Espanha como destino e banca como protagonista; seguiu-se a indústria (cimentos, telecomunicações, madeira e abrasivos) e, depois, distribuição e construção. Uma segunda zona de destino do IDPE está a ser a América Latina, isto e, o Brasil, a que se pode juntar a Europa de Leste. Em terceiro lugar, segue-se o Norte de Africa, ou seja, o Magrebe. O que conta nas relações económicas internacionais são proximidades (homogeneidades) de lógicas e valores, mais do que geográficas, culturais ou históricas. Daqui que a fenómeno da dita globalização tenha por compensação o da exclusão. Assim se compreende que Portugal aposte primeiro na UE (proximidade de lógicas e valores. a que junta as geográfica, cultural e histórica), em especial na Espanha; depois no Brasil (proximidade histórico-cultural), e só mais recentemente no Magrebe (proximidade geográfica, a qual só por si não garante uma utilidade específica). Espera-se, contudo, que a derrota dos integristas argelinos e a disputa crescente entre a UE e os EUA pelo protagonismo no Magrebe aumentem os fluxos de capital estrangeiro para a zona. |
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