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Atividades ao ar livre em família: equipamento lúdico em parques urbanos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente projeto debruça-se sobre a atividade de brincar ao ar livre e a sua importância no desenvolvimento infantil, bem como aquisição de capacidades e valores necessários à interação com outras crianças, adultos e na sociedade em geral. Com a pandemia instalaram-se novos hábitos e novas rotinas que ainda perduram. Crianças e famílias refugiaram-se no conforto e na segurança do lar e, neste contexto específico, passaram a dedicar ainda mais tempo aos ecrãs digitais promovendo um estilo de vida mais sedentário e intensificando a dependência destes gadgets, democratizando-se o acesso e a sua banalização em todas as faixas etárias. No sentido de contrariar esta tendência, propõe-se o conceito de um parque urbano intergeracional, onde crianças e adultos poderão partilhar o tempo e as brincadeiras, ao ar livre. Em família, pretende-se que os novos equipamentos sejam apelativos e capazes de influenciar positivamente as crianças e envolver os pais, avós e cuidadores nas dinâmicas do brincar, enquanto realizam uma supervisão proativa e integrada. Para concretizar estas ideias utilizaram-se diversas metodologias. Num primeiro momento realizou-se a revisão da literatura e a recolha de informação sobre os equipamentos existentes no mercado. Ainda na fase exploratória fez-se a análise de casos de estudo e a investigação ativa com a visita de quatro escolas na região da Grande Lisboa e as entrevistas aos especialistas. Utilizou-se também o método Fly on the Wall para realizar o trabalho de campo e a observação do público alvo, em contexto escolar. O desenvolvimento projetual resultou na elaboração de uma proposta de conceito e respetivas maquetes e protótipos de estudo que possibilitaram a validação dos especialistas e, consequentemente, a integração das suas recomendações. O presente projeto confirma a pertinência do tema e a capacidade que as crianças têm de criar novas dinâmicas nas famílias, sendo que a brincadeira passa a incluir também os adultos. Este novo conceito para a fruição dos parques urbanos procura reconquistar o tempo e o gosto pelas brincadeiras despendidos ao ar livre, em detrimento dos espaços fechados e sedentários, em prol da saúde física e mental das crianças e das famílias.
Autores principais:Lopes, Mafalda Boavida Roque Santos
Assunto:design de produto equipamento urbano intergeracional desenvolvimento infantil parque urbano modularidade product design intergenerational urban equipment child development urban park modularity
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente projeto debruça-se sobre a atividade de brincar ao ar livre e a sua importância no desenvolvimento infantil, bem como aquisição de capacidades e valores necessários à interação com outras crianças, adultos e na sociedade em geral. Com a pandemia instalaram-se novos hábitos e novas rotinas que ainda perduram. Crianças e famílias refugiaram-se no conforto e na segurança do lar e, neste contexto específico, passaram a dedicar ainda mais tempo aos ecrãs digitais promovendo um estilo de vida mais sedentário e intensificando a dependência destes gadgets, democratizando-se o acesso e a sua banalização em todas as faixas etárias. No sentido de contrariar esta tendência, propõe-se o conceito de um parque urbano intergeracional, onde crianças e adultos poderão partilhar o tempo e as brincadeiras, ao ar livre. Em família, pretende-se que os novos equipamentos sejam apelativos e capazes de influenciar positivamente as crianças e envolver os pais, avós e cuidadores nas dinâmicas do brincar, enquanto realizam uma supervisão proativa e integrada. Para concretizar estas ideias utilizaram-se diversas metodologias. Num primeiro momento realizou-se a revisão da literatura e a recolha de informação sobre os equipamentos existentes no mercado. Ainda na fase exploratória fez-se a análise de casos de estudo e a investigação ativa com a visita de quatro escolas na região da Grande Lisboa e as entrevistas aos especialistas. Utilizou-se também o método Fly on the Wall para realizar o trabalho de campo e a observação do público alvo, em contexto escolar. O desenvolvimento projetual resultou na elaboração de uma proposta de conceito e respetivas maquetes e protótipos de estudo que possibilitaram a validação dos especialistas e, consequentemente, a integração das suas recomendações. O presente projeto confirma a pertinência do tema e a capacidade que as crianças têm de criar novas dinâmicas nas famílias, sendo que a brincadeira passa a incluir também os adultos. Este novo conceito para a fruição dos parques urbanos procura reconquistar o tempo e o gosto pelas brincadeiras despendidos ao ar livre, em detrimento dos espaços fechados e sedentários, em prol da saúde física e mental das crianças e das famílias.