Publicação
Do planeamento à execução urbanística
| Resumo: | Nas últimas duas décadas, verificou-se um aumento acentuado do número de licenças de construção e utilização emitidas. Assistiu-se a uma atividade imobiliária sem paralelo na história do imobiliário em Portugal, onde a oferta respondeu a uma dinâmica de procura muito grande. Mas, toda esta tendência sofreu uma inflexão, após 2007, traduzida na redução substancialmente de licenciamentos e conclusão de obras. Portugal, tal como Espanha, Itália e muitos outros países, sofre a maior bolha imobiliária de que há memória, a qual foi agravada pelo fenómeno da crise financeira dos “sub-prime” de 2007. Situações como o aumento das taxas de juro, incumprimentos bancários, aumentos do preço do solo e de imóveis, originaram urbanizações e infraestruturas inacabadas, uma nova problemática que merece a atenção de arquitetos e urbanistas, e foi mote para este trabalho. Deparamo-nos hoje com uma paisagem marcada por urbanizações inacabadas, esqueletos de edificações, cidades fantasma, ruínas modernas, onde ninguém fica indiferente, na maioria dos casos, através de operações de loteamento, que se iniciaram e não foram concluídas. Os municípios da Amadora e Sintra apresentam casos que refletem esta problemática nos seus territórios, com operações de grande, média e pequena dimensão onde a construção ficou inacabada. Da análise dos casos estudados, podemos apontar algumas conclusões como principais responsáveis pelos inacabados: a crise económica, o sistema de planeamento pouco eficaz, uma política de solos que favoreceu a especulação imobiliária e uma administração que se subjugou à iniciativa particular, que através de loteamentos construiu pedaços de cidade. |
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| Autores principais: | Garcia, Paulo Alexandre Dias |
| Assunto: | Urbanismo Planeamento e execução urbanística Amadora/Sintra |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nas últimas duas décadas, verificou-se um aumento acentuado do número de licenças de construção e utilização emitidas. Assistiu-se a uma atividade imobiliária sem paralelo na história do imobiliário em Portugal, onde a oferta respondeu a uma dinâmica de procura muito grande. Mas, toda esta tendência sofreu uma inflexão, após 2007, traduzida na redução substancialmente de licenciamentos e conclusão de obras. Portugal, tal como Espanha, Itália e muitos outros países, sofre a maior bolha imobiliária de que há memória, a qual foi agravada pelo fenómeno da crise financeira dos “sub-prime” de 2007. Situações como o aumento das taxas de juro, incumprimentos bancários, aumentos do preço do solo e de imóveis, originaram urbanizações e infraestruturas inacabadas, uma nova problemática que merece a atenção de arquitetos e urbanistas, e foi mote para este trabalho. Deparamo-nos hoje com uma paisagem marcada por urbanizações inacabadas, esqueletos de edificações, cidades fantasma, ruínas modernas, onde ninguém fica indiferente, na maioria dos casos, através de operações de loteamento, que se iniciaram e não foram concluídas. Os municípios da Amadora e Sintra apresentam casos que refletem esta problemática nos seus territórios, com operações de grande, média e pequena dimensão onde a construção ficou inacabada. Da análise dos casos estudados, podemos apontar algumas conclusões como principais responsáveis pelos inacabados: a crise económica, o sistema de planeamento pouco eficaz, uma política de solos que favoreceu a especulação imobiliária e uma administração que se subjugou à iniciativa particular, que através de loteamentos construiu pedaços de cidade. |
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