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Recomendações dirigidas a profissionais, organizações e autoridades de saúde com o intuito de mitigar a hesitação vacinal em Portugal. Policy Brief

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal é um dos países europeus com maiores níveis de confiança nas vacinas 1. A taxa de vacinação infantil [cortes até aos 7 anos de idade] tem registado valores estáveis e elevados [ � 95%] ao longo dos anos 2. O Programa Nacional de Vacinação [PNV], em vigor desde 1965, é gratuito e universal. Ao abrigo deste programa, todas as crianças residentes em Portugal têm acesso às vacinas recomendadas. Com a exceção das vacinas do tétano e da difteria, todas as restantes não são obrigatórias. Apesar da elevada cobertura vacinal, a população portuguesa não está salvaguardada da propagação de discursos anti vacinação, bem como dos seus efeitos nefastos 3. Em 2017, foram identificados dois surtos de sarampo nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, sendo que estas regiões registam taxas de cobertura vacinal menores comparativamente à taxa média global do país 4. Isto demonstra, precisamente, a importância de estudar o fenómeno da hesitação vacinal mesmo em contextos onde o mesmo parece ser menos significativo.
Autores principais:Hilario, Ana Patricia
Outros Autores:Mendonça, Joana; Augusto, Fábio Rafael
Assunto:Vaccine hesitancy
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Portugal é um dos países europeus com maiores níveis de confiança nas vacinas 1. A taxa de vacinação infantil [cortes até aos 7 anos de idade] tem registado valores estáveis e elevados [ � 95%] ao longo dos anos 2. O Programa Nacional de Vacinação [PNV], em vigor desde 1965, é gratuito e universal. Ao abrigo deste programa, todas as crianças residentes em Portugal têm acesso às vacinas recomendadas. Com a exceção das vacinas do tétano e da difteria, todas as restantes não são obrigatórias. Apesar da elevada cobertura vacinal, a população portuguesa não está salvaguardada da propagação de discursos anti vacinação, bem como dos seus efeitos nefastos 3. Em 2017, foram identificados dois surtos de sarampo nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, sendo que estas regiões registam taxas de cobertura vacinal menores comparativamente à taxa média global do país 4. Isto demonstra, precisamente, a importância de estudar o fenómeno da hesitação vacinal mesmo em contextos onde o mesmo parece ser menos significativo.