Publicação
Análise do risco de lesão músculo-esquelética na movimentação de vítimas por Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar que operam em ambulâncias de emergência médica
| Resumo: | Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar estão expostos a diversos fatores de risco ocupacionais e a conjunturas de realização da atividade exigentes, sendo frequentemente obrigados a atuar sob condições de pressão temporal e emocional, tornando esta profissão altamente desgastante. Este estudo foca-se na análise do risco de lesão músculo-esquelética na movimentação de vítimas por estes técnicos. A metodologia dividiu-se em duas partes: Um questionário, respondido por 51 técnicos que incluiu fatores sociodemográficos, hábitos e estilos de vida, determinantes da atividade, a versão média portuguesa do COPSOQ II, e uma versão portuguesa adaptada do Questionário Nórdico de Sintomatologia Músculo-Esquelética Auto-Referida; observações sistemáticas de 340 posturas em 20 técnicos e aplicação do método REBA a quatro tarefas (elevação da maca, descida da maca, colocação da cadeira na ambulância e transporte em escadas com cadeira). Os resultados do questionário revelaram que a prevalência de sintomatologia músculoesquelética foi mais elevada na região lombar, dorsal e ombros. Foram identificadas diferenças significativas, em pelo menos um segmento, em 19 das 32 escalas do COPSOQ II. Essas diferenças foram encontradas principalmente nos ombros, cervical e dorsal, revelando uma associação entre os sintomas músculo-esqueléticos e os fatores de risco psicossociais. Nos resultados do REBA, todas as tarefas tiveram um risco médio; a tarefa de transporte em escadas com cadeira-baixo, obteve o resultado mais crítico, com 43.6% das posturas analisadas a apresentar risco elevado. A Ergonomia pode ter um contributo decisivo neste contexto, não só através da prevenção dos riscos ocupacionais, principalmente do foro músculo-esquelético, mas também garantindo maior conforto e satisfação dos TEPH, como contributo para a produtividade. |
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| Autores principais: | Ramos, Constança Davison Ribeiro Semião |
| Assunto: | Técnico de Emergência Pré-Hospitalar Nível de Risco LME REBA Sintomatologia Músculo-Esquelética Questionário Nórdico Músculo-Esquelético Fatores de Risco Psicossociais COPSOQ II Movimentação de Vítimas Ambulância de Emergência Médica Ergonomia Emergency Medical Technician Level of MSD Risk REBA Musculoskeletal Symptoms Nordic Questionnaire Psychosocial Risk Factors Patient Handling Emergency Ambulance Ergonomics |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar estão expostos a diversos fatores de risco ocupacionais e a conjunturas de realização da atividade exigentes, sendo frequentemente obrigados a atuar sob condições de pressão temporal e emocional, tornando esta profissão altamente desgastante. Este estudo foca-se na análise do risco de lesão músculo-esquelética na movimentação de vítimas por estes técnicos. A metodologia dividiu-se em duas partes: Um questionário, respondido por 51 técnicos que incluiu fatores sociodemográficos, hábitos e estilos de vida, determinantes da atividade, a versão média portuguesa do COPSOQ II, e uma versão portuguesa adaptada do Questionário Nórdico de Sintomatologia Músculo-Esquelética Auto-Referida; observações sistemáticas de 340 posturas em 20 técnicos e aplicação do método REBA a quatro tarefas (elevação da maca, descida da maca, colocação da cadeira na ambulância e transporte em escadas com cadeira). Os resultados do questionário revelaram que a prevalência de sintomatologia músculoesquelética foi mais elevada na região lombar, dorsal e ombros. Foram identificadas diferenças significativas, em pelo menos um segmento, em 19 das 32 escalas do COPSOQ II. Essas diferenças foram encontradas principalmente nos ombros, cervical e dorsal, revelando uma associação entre os sintomas músculo-esqueléticos e os fatores de risco psicossociais. Nos resultados do REBA, todas as tarefas tiveram um risco médio; a tarefa de transporte em escadas com cadeira-baixo, obteve o resultado mais crítico, com 43.6% das posturas analisadas a apresentar risco elevado. A Ergonomia pode ter um contributo decisivo neste contexto, não só através da prevenção dos riscos ocupacionais, principalmente do foro músculo-esquelético, mas também garantindo maior conforto e satisfação dos TEPH, como contributo para a produtividade. |
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