Publicação
COVID-19 na gravidez : abordagem da grávida durante a pandemia
| Resumo: | A doença do coronavírus 2019 (COVID-19), causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), foi declarada pandemia pela World Health Organization (WHO) a 11 de março de 2020. A rápida evolução da pandemia obrigou o Serviço Nacional de Saúde a adaptar-se a esta nova realidade, nomeadamente na área de Obstetrícia, de modo a não comprometer os cuidados de excelência prestados às grávidas. A presente revisão da literatura apresenta uma análise dos dados atuais relativos à COVID-19 e ao seu efeito nas mulheres grávidas, incluindo sintomatologia, gravidade da doença e risco de transmissão vertical. Esta revisão expõe ainda recomendações de abordagem e gestão da grávida com COVID-19 suspeito ou confirmado, resultantes de uma adaptação das maternidades. Atualmente, a literatura sugere que a grávida não se encontra em maior risco de infeção em comparação com a população em geral. Contudo, existem grupos vulneráveis tanto no seio da população obstétrica como na população em geral, e os profissionais de saúde devem estar cientes destes grupos de risco e geri-los em conformidade. A infeção por SARS-CoV-2 na gravidez pode estar associada a manifestações clínicas mais graves e a maior tendência para complicações perinatais. Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dispneia. O parto por via vaginal não confere riscos adicionais para a grávida ou para o recém-nascido, e existe um risco mínimo de transmissão vertical. É importante reconhecer que o verdadeiro impacto do vírus na morbilidade e mortalidade materna e fetal apenas será evidente com o tempo. A literatura atualmente disponível tem procurado estabelecer algoritmos de atuação no que diz respeito aos cuidados prestados à grávida com COVID-19. No entanto, à medida que o conhecimento sobre esta doença avança, novas evidências baseadas na prática clínica vão surgindo. |
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| Autores principais: | Carinhas, Marta Lizardo |
| Assunto: | Gravidez Infeção COVID-19 SARS-CoV-2 Transmissão vertical |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença do coronavírus 2019 (COVID-19), causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), foi declarada pandemia pela World Health Organization (WHO) a 11 de março de 2020. A rápida evolução da pandemia obrigou o Serviço Nacional de Saúde a adaptar-se a esta nova realidade, nomeadamente na área de Obstetrícia, de modo a não comprometer os cuidados de excelência prestados às grávidas. A presente revisão da literatura apresenta uma análise dos dados atuais relativos à COVID-19 e ao seu efeito nas mulheres grávidas, incluindo sintomatologia, gravidade da doença e risco de transmissão vertical. Esta revisão expõe ainda recomendações de abordagem e gestão da grávida com COVID-19 suspeito ou confirmado, resultantes de uma adaptação das maternidades. Atualmente, a literatura sugere que a grávida não se encontra em maior risco de infeção em comparação com a população em geral. Contudo, existem grupos vulneráveis tanto no seio da população obstétrica como na população em geral, e os profissionais de saúde devem estar cientes destes grupos de risco e geri-los em conformidade. A infeção por SARS-CoV-2 na gravidez pode estar associada a manifestações clínicas mais graves e a maior tendência para complicações perinatais. Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dispneia. O parto por via vaginal não confere riscos adicionais para a grávida ou para o recém-nascido, e existe um risco mínimo de transmissão vertical. É importante reconhecer que o verdadeiro impacto do vírus na morbilidade e mortalidade materna e fetal apenas será evidente com o tempo. A literatura atualmente disponível tem procurado estabelecer algoritmos de atuação no que diz respeito aos cuidados prestados à grávida com COVID-19. No entanto, à medida que o conhecimento sobre esta doença avança, novas evidências baseadas na prática clínica vão surgindo. |
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