Publicação
O contributo das companhias aéreas de baixo custo para o desenvolvimento dos hostels nas cidades de Lisboa e Porto
| Resumo: | Portugal não foi exceção ao crescimento mundial das companhias aéreas de baixo custo, cujo modelo de negócio tem sido responsável por novos fluxos de tráfego e novos modelos de alojamento. Lisboa e Porto, a par de outros aeroportos nacionais, possuem bases operacionais das principais companhias aéreas de baixo custo europeias – Ryanair e easyJet – que têm contribuído para o aumento do tráfego nesses aeroportos e ganhos de quota de mercado às companhias tradicionais instaladas. À medida que as companhias aéreas de baixo custo se foram instalando em Lisboa e Porto, assistia-se a um desenvolvimento do turismo e ao crescimento de novos tipos de alojamento, em especial ao nível dos hostels. Por outro lado, a aposta na preservação e reabilitação urbana contribuiu igualmente para que muitos destes novos negócios se instalassem na Baixa das cidades de Lisboa e Porto. O objetivo desta investigação será, deste modo, compreender o contributo que estas companhias aéreas poderão ter dado para o aumento dos hostels nestas cidades e avaliar o comportamento desses fluxos turísticos. Sendo os hostels tradicionalmente identificados com turismo jovem, o objetivo foi igualmente perceber se esse é ou não o principal cliente dos hostels, e se, caso não existissem as companhias aéreas de baixo custo, estes estariam disponíveis para continuar a visitar estas cidades. As várias hipóteses de investigação, apoiadas através dos questionários aos hostels, aos turistas dos hostels, aos hotéis e a um painel de especialistas, permitiram criar uma base sólida de informação que contribuiu para dar respostas aos desafios lançados. Tal como em muitos dos países onde as companhias aéreas de baixo custo têm presença regular, também as cidades de Lisboa e Porto souberam aproveitar essa oportunidade, a par de outras, para capitalizar a importância que o turismo tem hoje na economia nacional. A sua presença, com mais validade do Porto, mostra o quão importante têm sido para o desenvolvimento do turismo e para o aparecimento de uma nova realidade no alojamento turístico. Foi igualmente relevante perceber que a maioria dos turistas dos hostels é utilizadora regular das companhias aéreas de baixo custo, mais uma vez, com uma evidência mais vincada no mercado do Porto. Se é certo que algumas investigações já apontavam para a importância do turismo jovem para os hostels, também em Lisboa e no Porto essa realidade se mostrou verdadeira. Apesar do muito que se tem escrito sobre a ameaça dos hostels para a hotelaria tradicional, foi possível constatar que essa situação não se verifica, embora existam algumas queixas da hotelaria, devido a regras diferenciadas e níveis de responsabilização e de fiscalização diferentes entre hotéis e hostels. Os modelos de negócio, segmentos e posicionamentos diferentes deixaram claro que, cada um deles, tem um papel importante a desempenhar no turismo. Embora, em termos globais, existam algumas convergências de aspetos sobre o tipo de cliente utilizador dos hostels e das suas motivações, existem algumas diferenças na realidade do mercado do Porto e de Lisboa, em especial dada a maior dependência do mercado do Norte de Portugal das companhias aéreas de baixo custo. |
|---|---|
| Autores principais: | Abrantes, Jorge |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Portugal não foi exceção ao crescimento mundial das companhias aéreas de baixo custo, cujo modelo de negócio tem sido responsável por novos fluxos de tráfego e novos modelos de alojamento. Lisboa e Porto, a par de outros aeroportos nacionais, possuem bases operacionais das principais companhias aéreas de baixo custo europeias – Ryanair e easyJet – que têm contribuído para o aumento do tráfego nesses aeroportos e ganhos de quota de mercado às companhias tradicionais instaladas. À medida que as companhias aéreas de baixo custo se foram instalando em Lisboa e Porto, assistia-se a um desenvolvimento do turismo e ao crescimento de novos tipos de alojamento, em especial ao nível dos hostels. Por outro lado, a aposta na preservação e reabilitação urbana contribuiu igualmente para que muitos destes novos negócios se instalassem na Baixa das cidades de Lisboa e Porto. O objetivo desta investigação será, deste modo, compreender o contributo que estas companhias aéreas poderão ter dado para o aumento dos hostels nestas cidades e avaliar o comportamento desses fluxos turísticos. Sendo os hostels tradicionalmente identificados com turismo jovem, o objetivo foi igualmente perceber se esse é ou não o principal cliente dos hostels, e se, caso não existissem as companhias aéreas de baixo custo, estes estariam disponíveis para continuar a visitar estas cidades. As várias hipóteses de investigação, apoiadas através dos questionários aos hostels, aos turistas dos hostels, aos hotéis e a um painel de especialistas, permitiram criar uma base sólida de informação que contribuiu para dar respostas aos desafios lançados. Tal como em muitos dos países onde as companhias aéreas de baixo custo têm presença regular, também as cidades de Lisboa e Porto souberam aproveitar essa oportunidade, a par de outras, para capitalizar a importância que o turismo tem hoje na economia nacional. A sua presença, com mais validade do Porto, mostra o quão importante têm sido para o desenvolvimento do turismo e para o aparecimento de uma nova realidade no alojamento turístico. Foi igualmente relevante perceber que a maioria dos turistas dos hostels é utilizadora regular das companhias aéreas de baixo custo, mais uma vez, com uma evidência mais vincada no mercado do Porto. Se é certo que algumas investigações já apontavam para a importância do turismo jovem para os hostels, também em Lisboa e no Porto essa realidade se mostrou verdadeira. Apesar do muito que se tem escrito sobre a ameaça dos hostels para a hotelaria tradicional, foi possível constatar que essa situação não se verifica, embora existam algumas queixas da hotelaria, devido a regras diferenciadas e níveis de responsabilização e de fiscalização diferentes entre hotéis e hostels. Os modelos de negócio, segmentos e posicionamentos diferentes deixaram claro que, cada um deles, tem um papel importante a desempenhar no turismo. Embora, em termos globais, existam algumas convergências de aspetos sobre o tipo de cliente utilizador dos hostels e das suas motivações, existem algumas diferenças na realidade do mercado do Porto e de Lisboa, em especial dada a maior dependência do mercado do Norte de Portugal das companhias aéreas de baixo custo. |
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