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O Instituto de Agronomia e Veterinária (1852-1910) : ciência e política na segunda metade de oitocentos

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Resumo:O presente estudo tem por objecto de análise a evolução institucional do Instituto de Agronomia e Veterinária, num âmbito cronológico delimitado pela sua fundação em 1852 e a implantação da República Portuguesa em 1910. Decorrendo de uma análise sumária aos antecedentes institucionais do ensino superior de agricultura, em Portugal, importa situar a institucionalização autónoma e independente dos estudos agronómicos e veterinários no contexto político português, aferindo os fundamentos que lhe foram subjacentes, mormente a caracterização do sector agrícola e a identificação das suas carências de desenvolvimento pelos agentes políticos e científicos. Provido de várias organizações, resultando num total de nove peças legislativas aplicadas, importa aferir o contexto político e económico que as promoveu, procurando reconhecer o impacto destas no desenvolvimento da capacidade pedagógica e de investigação científica do Instituto de Agronomia e Veterinária, quanto aos meios humanos e materiais dispostos ao seu cumprimento. Em face da inexistência de um espólio institucional, procuramos averiguar o que foi o Instituto de Agronomia e Veterinária e o que deveria ter sido pela aplicação dum quadro analítico que coloque em confronto os diversos testemunhos de época, com particular atenção para os do corpo docente. Procedemos na medida do possível, ao reconhecimento de todos os agentes históricos implicados no funcionamento da Instituição. O Instituto de Agronomia e Veterinária não foi, até ao presente, objecto de estudo historiográfico particular. O nosso estudo, sobre o seu desenvolvimento institucional, figura como um ponto de partida para análises futuras relativas à sua relação com o espaço rural português.
Autores principais:Barata, João José de Almeida
Assunto:Instituto de Agronomia e Veterinária (Lisboa, Portugal) - História Agricultura - Estudo e ensino (Superior) - Portugal - 1852-1910 Medicina veterinária - Estudo e ensino (Superior) - Portugal - 1852-1910 Escolas de agricultura - Portugal - 1852-1910 Ensino agrícola - Portugal - 1852-1910 Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem por objecto de análise a evolução institucional do Instituto de Agronomia e Veterinária, num âmbito cronológico delimitado pela sua fundação em 1852 e a implantação da República Portuguesa em 1910. Decorrendo de uma análise sumária aos antecedentes institucionais do ensino superior de agricultura, em Portugal, importa situar a institucionalização autónoma e independente dos estudos agronómicos e veterinários no contexto político português, aferindo os fundamentos que lhe foram subjacentes, mormente a caracterização do sector agrícola e a identificação das suas carências de desenvolvimento pelos agentes políticos e científicos. Provido de várias organizações, resultando num total de nove peças legislativas aplicadas, importa aferir o contexto político e económico que as promoveu, procurando reconhecer o impacto destas no desenvolvimento da capacidade pedagógica e de investigação científica do Instituto de Agronomia e Veterinária, quanto aos meios humanos e materiais dispostos ao seu cumprimento. Em face da inexistência de um espólio institucional, procuramos averiguar o que foi o Instituto de Agronomia e Veterinária e o que deveria ter sido pela aplicação dum quadro analítico que coloque em confronto os diversos testemunhos de época, com particular atenção para os do corpo docente. Procedemos na medida do possível, ao reconhecimento de todos os agentes históricos implicados no funcionamento da Instituição. O Instituto de Agronomia e Veterinária não foi, até ao presente, objecto de estudo historiográfico particular. O nosso estudo, sobre o seu desenvolvimento institucional, figura como um ponto de partida para análises futuras relativas à sua relação com o espaço rural português.