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Duas formas diferentes de pensar face ao idoso : multimorbilidade e fragilidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento populacional, que se expressa num aumento absoluto e relativo de indivíduos idosos, é uma realidade dos dias de hoje, em todo o mundo. O envelhecimento caracteriza-se pelo desenvolvimento de múltiplas condições crónicas, pelo que os indivíduos de faixas etárias mais avançadas constituem um grupo heterogéneo com uma crescente complexidade clínica associada. Atualmente, compreende-se que a abordagem aos indivíduos idosos constituiu um novo desafio à prática clínica, uma vez que a idade cronológica se revela insuficiente na avaliação do perfil de risco. Tal, constitui uma limitação significativa à tomada de decisões clínicas e ao estabelecimento de intervenções. Ao longo das últimas décadas, foram surgindo diferentes modelos com o intuito de responder à problemática da gestão do envelhecimento com um grau crescente de complexidade. Entre vários modelos destacam-se a Multimorbilidade e a Fragilidade. Os mesmos correspondem a diferentes conceitos ou condições clínicas, embora ambos se relacionem com a idade avançada e estejam correlacionados. A Multimorbilidade compreende a coexistência de 2 ou mais doenças crónicas que se manifestem clinicamente. A Fragilidade identifica o aumento de vulnerabilidade face a um agente agressor, sendo a mesma constatada através de diferentes instrumentos, tais como o Índice de Fragilidade e o Fenótipo de Fragilidade. O objetivo do presente trabalho é explorar os conceitos de Multimorbilidade e Fragilidade e procurar refletir, de forma crítica, acerca da aplicação prática na abordagem clínica de indivíduos idosos. A forma de pensar sobre o idoso deve integrar a Multimorbilidade e a Fragilidade numa só visão, permitindo-nos tomar decisões clínicas mais informadas, de melhor qualidade e que sirvam os melhores interesses dos indivíduos idosos.
Autores principais:Vaz, Pedro Miguel Lopes
Assunto:Envelhecimento Fragilidade Multimorbilidade
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O envelhecimento populacional, que se expressa num aumento absoluto e relativo de indivíduos idosos, é uma realidade dos dias de hoje, em todo o mundo. O envelhecimento caracteriza-se pelo desenvolvimento de múltiplas condições crónicas, pelo que os indivíduos de faixas etárias mais avançadas constituem um grupo heterogéneo com uma crescente complexidade clínica associada. Atualmente, compreende-se que a abordagem aos indivíduos idosos constituiu um novo desafio à prática clínica, uma vez que a idade cronológica se revela insuficiente na avaliação do perfil de risco. Tal, constitui uma limitação significativa à tomada de decisões clínicas e ao estabelecimento de intervenções. Ao longo das últimas décadas, foram surgindo diferentes modelos com o intuito de responder à problemática da gestão do envelhecimento com um grau crescente de complexidade. Entre vários modelos destacam-se a Multimorbilidade e a Fragilidade. Os mesmos correspondem a diferentes conceitos ou condições clínicas, embora ambos se relacionem com a idade avançada e estejam correlacionados. A Multimorbilidade compreende a coexistência de 2 ou mais doenças crónicas que se manifestem clinicamente. A Fragilidade identifica o aumento de vulnerabilidade face a um agente agressor, sendo a mesma constatada através de diferentes instrumentos, tais como o Índice de Fragilidade e o Fenótipo de Fragilidade. O objetivo do presente trabalho é explorar os conceitos de Multimorbilidade e Fragilidade e procurar refletir, de forma crítica, acerca da aplicação prática na abordagem clínica de indivíduos idosos. A forma de pensar sobre o idoso deve integrar a Multimorbilidade e a Fragilidade numa só visão, permitindo-nos tomar decisões clínicas mais informadas, de melhor qualidade e que sirvam os melhores interesses dos indivíduos idosos.