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Avaliação de risco cardiovascular associado à nutrigenética do metabolismo da homocisteína em diabetes do tipo 2

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Resumo:A Diabetes Mellitus do tipo 2 (DMT2) é uma desordem metabólica complexa e heterogénea, resultante de interações entre fatores genéticos e ambientais. A DMT2 é caracterizada pela incapacidade de as células responderem ao estímulo da insulina, que se denomina Resistência à Insulina. Em função deste estado de resistência, há um estímulo para o aumento da produção de insulina. Com o tempo, a produção inadequada de insulina resulta da menor produção de insulina pelas células pancreáticas. As doenças cardiovasculares (DCV) são a causa mais importante de morte entre pacientes de DM. Cerca de 60%-80% das pessoas com DMT2 desenvolvem, e eventualmente morrem de DCV. O objetivo deste estudo foi compreender o papel dos sulfatos derivados da Hcy para o desenvolvimento da doença cardiovascular em indivíduos com DMT2. Avaliar o contributo das variações genéticas da COMT e Heparanase para o desenvolvimento da doença cardiovascular em indivíduos com diabetes tipo 2; E Desenvolver um modelo predição de risco cardiovascular de indivíduos com DMT2, com base em dados bioquímicos, dietéticos e análises genéticas relacionados ao metabolismo da homocisteína. Foi realizado um estudo tipo caso-controlo com amostra constituída por 150 adultos Portugueses (n=75 DMT2 com angiopatia, n=75 DMT2 sem angiopatia) caucasianos, de ambos os géneros, na faixa etária (40-75 anos). Os polimorfismos genéticos foram avaliados por PCR, PCR-RFP e por real time PCR. O genótipo da COMT Val158Met e da HPSE (rs 4693608) foram determinados por eletroforese em gel de agarose. As demais variáveis foram obtidas por consulta da base de dados criada no âmbito do projeto “Hábitos alimentares, hiperhomocisteinémia e doença cardiovascular na diabetes do tipo 2”. A análise estatística foi realizada na linguagem python, considerando valores estatisticamente significativos para p<0.05. Os resultados demostraram que hiperhomocisteinémia e as concentrações de MAD estiveram associados ao maior risco de angiopatia em pacientes com DMT2. O polimorfismo da COMT Val158Met esteve associado à angiopatia em indivíduos com DMT2 e a valores mais elevados de MAD. O polimorfismo da HPSE foi relacionado às médias de CT e MAD. Os resultados obtidos na construção do modelo preditivo indicaram um bom desempenho, com exatidão de 0.80, precisão de 0.79, 0.80 de Recall e F1- Score de 0.79.
Autores principais:Sá, Marina Lopes Vaz de
Assunto:Diabetes mellitus tipo 2 Doenças cardiovasculares Homocisteína Catechol-O-Metil transferase (COMT) Heparanase (rs 4693608) Teses de mestrado - 2020
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Diabetes Mellitus do tipo 2 (DMT2) é uma desordem metabólica complexa e heterogénea, resultante de interações entre fatores genéticos e ambientais. A DMT2 é caracterizada pela incapacidade de as células responderem ao estímulo da insulina, que se denomina Resistência à Insulina. Em função deste estado de resistência, há um estímulo para o aumento da produção de insulina. Com o tempo, a produção inadequada de insulina resulta da menor produção de insulina pelas células pancreáticas. As doenças cardiovasculares (DCV) são a causa mais importante de morte entre pacientes de DM. Cerca de 60%-80% das pessoas com DMT2 desenvolvem, e eventualmente morrem de DCV. O objetivo deste estudo foi compreender o papel dos sulfatos derivados da Hcy para o desenvolvimento da doença cardiovascular em indivíduos com DMT2. Avaliar o contributo das variações genéticas da COMT e Heparanase para o desenvolvimento da doença cardiovascular em indivíduos com diabetes tipo 2; E Desenvolver um modelo predição de risco cardiovascular de indivíduos com DMT2, com base em dados bioquímicos, dietéticos e análises genéticas relacionados ao metabolismo da homocisteína. Foi realizado um estudo tipo caso-controlo com amostra constituída por 150 adultos Portugueses (n=75 DMT2 com angiopatia, n=75 DMT2 sem angiopatia) caucasianos, de ambos os géneros, na faixa etária (40-75 anos). Os polimorfismos genéticos foram avaliados por PCR, PCR-RFP e por real time PCR. O genótipo da COMT Val158Met e da HPSE (rs 4693608) foram determinados por eletroforese em gel de agarose. As demais variáveis foram obtidas por consulta da base de dados criada no âmbito do projeto “Hábitos alimentares, hiperhomocisteinémia e doença cardiovascular na diabetes do tipo 2”. A análise estatística foi realizada na linguagem python, considerando valores estatisticamente significativos para p<0.05. Os resultados demostraram que hiperhomocisteinémia e as concentrações de MAD estiveram associados ao maior risco de angiopatia em pacientes com DMT2. O polimorfismo da COMT Val158Met esteve associado à angiopatia em indivíduos com DMT2 e a valores mais elevados de MAD. O polimorfismo da HPSE foi relacionado às médias de CT e MAD. Os resultados obtidos na construção do modelo preditivo indicaram um bom desempenho, com exatidão de 0.80, precisão de 0.79, 0.80 de Recall e F1- Score de 0.79.