Publicação
Transição de cuidados em casa para cuidados institucionais de longa duração : estudo da díade pessoa com demência recentemente institucionalizada e cuidador familiar
| Resumo: | A transição para cuidados institucionais de longa duração constitui uma experiência significativa para a pessoa com demência e cuidador familiar, e um desafio para os enfermeiros e restantes profissionais. Este estudo teve como objetivo geral estudar a díade pessoa idosa com demência recentemente institucionalizada e cuidador familiar, com enfoque: perfil, sobrecarga e qualidade de vida do cuidador familiar (estudo I); razões para a institucionalização, fatores inibidores e facilitadores da transição de cuidados (estudo II); perfil, qualidade de vida e qualidade de cuidados à pessoa com demência (estudos III e IV). Utilizou-se métodos mistos: estudos I e III (replicação do WP3 do projeto RightTimePlaceCare em contexto nacional, região Lisboa e Vale do Tejo) observacional longitudinal incluindo avaliação inicial um a três meses após institucionalização e reavaliação três meses depois (n=55 díades); estudo II exploratório qualitativo (n=55 cuidadores familiares); estudo IV transversal (n=186 enfermeiros). Dos resultados, destaca-se: estudo I - a redução dos valores médios de sobrecarga subjetiva e distress psicológico do cuidador familiar entre a avaliação inicial e a reavaliação; estudo II - a decisão de institucionalização resulta de uma combinação complexa de fatores relacionados com a pessoa com demência, cuidador e contexto, geralmente reativa a um incidente crítico ou efeito cumulativo, e a importância da comunicação e integração do cuidador familiar nos cuidados à pessoa com demência na instituição, como aspetos facilitadores da transição; estudo III - a elevada dependência da pessoa com demência nas atividades de vida diária, com aumento entre a avaliação inicial e reavaliação, e o elevado recurso à restrição física da mobilidade e medicação psicotrópica, nomeadamente antipsicóticos; estudo IV - a identificação de atitudes tendencialmente positivas dos enfermeiros relativamente à adequação da utilização de restrição física da mobilidade na prática clínica, e a classificação da elevação bilateral das grades da cama como uma medida pouco restritiva. |
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| Autores principais: | Ferrão, Sónia |
| Assunto: | demência cuidador familiar cuidados institucionais de longa duração institucionalização cuidados de enfermagem dementia caregivers long-term care institutionalization nursing care |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A transição para cuidados institucionais de longa duração constitui uma experiência significativa para a pessoa com demência e cuidador familiar, e um desafio para os enfermeiros e restantes profissionais. Este estudo teve como objetivo geral estudar a díade pessoa idosa com demência recentemente institucionalizada e cuidador familiar, com enfoque: perfil, sobrecarga e qualidade de vida do cuidador familiar (estudo I); razões para a institucionalização, fatores inibidores e facilitadores da transição de cuidados (estudo II); perfil, qualidade de vida e qualidade de cuidados à pessoa com demência (estudos III e IV). Utilizou-se métodos mistos: estudos I e III (replicação do WP3 do projeto RightTimePlaceCare em contexto nacional, região Lisboa e Vale do Tejo) observacional longitudinal incluindo avaliação inicial um a três meses após institucionalização e reavaliação três meses depois (n=55 díades); estudo II exploratório qualitativo (n=55 cuidadores familiares); estudo IV transversal (n=186 enfermeiros). Dos resultados, destaca-se: estudo I - a redução dos valores médios de sobrecarga subjetiva e distress psicológico do cuidador familiar entre a avaliação inicial e a reavaliação; estudo II - a decisão de institucionalização resulta de uma combinação complexa de fatores relacionados com a pessoa com demência, cuidador e contexto, geralmente reativa a um incidente crítico ou efeito cumulativo, e a importância da comunicação e integração do cuidador familiar nos cuidados à pessoa com demência na instituição, como aspetos facilitadores da transição; estudo III - a elevada dependência da pessoa com demência nas atividades de vida diária, com aumento entre a avaliação inicial e reavaliação, e o elevado recurso à restrição física da mobilidade e medicação psicotrópica, nomeadamente antipsicóticos; estudo IV - a identificação de atitudes tendencialmente positivas dos enfermeiros relativamente à adequação da utilização de restrição física da mobilidade na prática clínica, e a classificação da elevação bilateral das grades da cama como uma medida pouco restritiva. |
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