Publicação
Intestinal parasites and gut microbiome composition influence in individuals with respiratory allergic disease
| Resumo: | Alguns estudos apoiam uma interação entre os parasitas intestinais, o microbioma intestinal e os mecanismos inflamatórios. A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios, caracterizada por obstrução brônquica, dificuldades respiratórias, aperto no peito, tosse e pieira. As infecções por parasitas intestinais são endémicas nas regiões em desenvolvimento, estimando-se que existam 1,5 mil milhões de doentes infectados. A presença de parasitas está associada a um aumento da inflamação e existe uma sinergia com os hospedeiros. O microbioma intestinal tem influência em algumas doenças e, devido à sua associação com factores inflamatórios, existe uma relação entre a composição do microbioma intestinal e o fenótipo da asma. Este estudo de coorte tem como objetivo avaliar a presença de parasitas intestinais em indivíduos angolanos com doença alérgica respiratória e avaliar a resposta a um controlo do tratamento de asma e toma de anti-helmínticos, nos casos aplicáveis, após 6 meses. Para a amostra, foram selecionados 314 adultos angolanos, dos quais 157 têm doenças respiratórias e 157 são saudáveis. As amostras fecais foram recolhidas dos pacientes do estudo no Hospital Militar Principal. O DNA foi extraído com o kit de extração ZymoResearch®. A presença de parasitas intestinais nas amostras foi avaliada em observação microscópica e foi efetuado qPCR para confirmação, nomeadamente Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis, Hymenolepsis nana, Schistosoma mansoni, Giardia duodenalis e Entamoeba histolytica. O parasita mais frequentemente detetado por PCR foi a Entamoeba histolytica, com 56 detecções, seguida de Ascaris lumbricoides com 15 deteções, depois Strongyloides stercoralis com 11, Giardia duodenalis com 10, Hymenolepsis nana com 3 e Shistossoma mansoni com 1 deteção apenas. Não se verificou uma relação direta entre a presença de parasitas e a asma, embora os resultados mais relevantes obtidos estejam relacionados com os diferentes níveis de controlo da asma, em que se verificou uma maior prevalência de parasitas na asma não controlada. Verificou-se também que a microscopia foi menos sensível que o PCR na deteção de parasitas. |
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| Autores principais: | Mendes, Joana de Sousa Reis |
| Assunto: | Intestinal parasites Asthma qPCR Helminths Inflammation Teses de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Alguns estudos apoiam uma interação entre os parasitas intestinais, o microbioma intestinal e os mecanismos inflamatórios. A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios, caracterizada por obstrução brônquica, dificuldades respiratórias, aperto no peito, tosse e pieira. As infecções por parasitas intestinais são endémicas nas regiões em desenvolvimento, estimando-se que existam 1,5 mil milhões de doentes infectados. A presença de parasitas está associada a um aumento da inflamação e existe uma sinergia com os hospedeiros. O microbioma intestinal tem influência em algumas doenças e, devido à sua associação com factores inflamatórios, existe uma relação entre a composição do microbioma intestinal e o fenótipo da asma. Este estudo de coorte tem como objetivo avaliar a presença de parasitas intestinais em indivíduos angolanos com doença alérgica respiratória e avaliar a resposta a um controlo do tratamento de asma e toma de anti-helmínticos, nos casos aplicáveis, após 6 meses. Para a amostra, foram selecionados 314 adultos angolanos, dos quais 157 têm doenças respiratórias e 157 são saudáveis. As amostras fecais foram recolhidas dos pacientes do estudo no Hospital Militar Principal. O DNA foi extraído com o kit de extração ZymoResearch®. A presença de parasitas intestinais nas amostras foi avaliada em observação microscópica e foi efetuado qPCR para confirmação, nomeadamente Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis, Hymenolepsis nana, Schistosoma mansoni, Giardia duodenalis e Entamoeba histolytica. O parasita mais frequentemente detetado por PCR foi a Entamoeba histolytica, com 56 detecções, seguida de Ascaris lumbricoides com 15 deteções, depois Strongyloides stercoralis com 11, Giardia duodenalis com 10, Hymenolepsis nana com 3 e Shistossoma mansoni com 1 deteção apenas. Não se verificou uma relação direta entre a presença de parasitas e a asma, embora os resultados mais relevantes obtidos estejam relacionados com os diferentes níveis de controlo da asma, em que se verificou uma maior prevalência de parasitas na asma não controlada. Verificou-se também que a microscopia foi menos sensível que o PCR na deteção de parasitas. |
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