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Síndrome de conflito femoro-acetabular : análise retrospetiva do tratamento cirúrgico artroscópico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A cirurgia artroscópica para correção da deformidade cam na síndrome de conflito femoro-acetabular (SCFA) tem vindo a ser uma opção terapêutica cada vez mais utlizada. São utlizadas escalas de avaliação funcional e exames de imagiologia para o diagnóstico desta síndrome. Entendemos ser pertinente a avaliação dos resultados pós-operatórios de modo a pudermos inferir quais os doentes que maior beneficiam deste tratamento cirúrgico. Objetivos: Avaliar a eficácia e segurança da cirurgia artroscópica e fatores preditivos do seu resultado funcional. Avaliar fatores associados ao score NAHS pré-operatório e perceber qual das categorias é mais influenciada pela cirurgia. Métodos: A partir de uma amostra de 102 doentes submetidos a artroscopia da anca e com um período de follow-up mínimo de 24 meses, foram analisados retrospetivamente dados como o ângulo alfa, NAHS, presença de alterações degenerativas e presença de complicações tentado responder às questões propostas pelos autores. Resultados: As complicações pós-operatórias registadas nesta amostra foram todas reversíveis. A média do valor da avaliação funcional NAHS pós-operatória foi de 82 pontos. A média da variação relativa do score da avaliação funcional consoante género é de 156% para o género feminino e de 63% para o género masculino(p<0,05). A sua associação com o valor da avaliação funcional pré-operatória é forte e negativa (rp= - 0,6246; p<0,0001). A variação absoluta da avaliação funcional NAHS foi de 33,2 pontos em doentes sem alterações degenerativas (T=0) e de 26,8 pontos em doentes com alterações degenerativas (T>0) (p<0,05). Conclusão: O modelo estatístico utilizado permitiu concluir que se trata de uma cirurgia eficaz e segura. Concluímos ainda que o valor da avaliação funcional inicial e o género do doente parecem ser fatores significativamente preditivos da cirurgia e que a presença de alterações degenerativas condiciona uma menor variação absoluta do score NAHS após a cirurgia.
Autores principais:Correia, Eduardo Henrique Reis Costa Sampaio
Assunto:Conflito femoro-acetabular Ângulo alfa Ângulo ómega Cirurgia artroscópica da anca Ortopedia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A cirurgia artroscópica para correção da deformidade cam na síndrome de conflito femoro-acetabular (SCFA) tem vindo a ser uma opção terapêutica cada vez mais utlizada. São utlizadas escalas de avaliação funcional e exames de imagiologia para o diagnóstico desta síndrome. Entendemos ser pertinente a avaliação dos resultados pós-operatórios de modo a pudermos inferir quais os doentes que maior beneficiam deste tratamento cirúrgico. Objetivos: Avaliar a eficácia e segurança da cirurgia artroscópica e fatores preditivos do seu resultado funcional. Avaliar fatores associados ao score NAHS pré-operatório e perceber qual das categorias é mais influenciada pela cirurgia. Métodos: A partir de uma amostra de 102 doentes submetidos a artroscopia da anca e com um período de follow-up mínimo de 24 meses, foram analisados retrospetivamente dados como o ângulo alfa, NAHS, presença de alterações degenerativas e presença de complicações tentado responder às questões propostas pelos autores. Resultados: As complicações pós-operatórias registadas nesta amostra foram todas reversíveis. A média do valor da avaliação funcional NAHS pós-operatória foi de 82 pontos. A média da variação relativa do score da avaliação funcional consoante género é de 156% para o género feminino e de 63% para o género masculino(p<0,05). A sua associação com o valor da avaliação funcional pré-operatória é forte e negativa (rp= - 0,6246; p<0,0001). A variação absoluta da avaliação funcional NAHS foi de 33,2 pontos em doentes sem alterações degenerativas (T=0) e de 26,8 pontos em doentes com alterações degenerativas (T>0) (p<0,05). Conclusão: O modelo estatístico utilizado permitiu concluir que se trata de uma cirurgia eficaz e segura. Concluímos ainda que o valor da avaliação funcional inicial e o género do doente parecem ser fatores significativamente preditivos da cirurgia e que a presença de alterações degenerativas condiciona uma menor variação absoluta do score NAHS após a cirurgia.