Publicação
Desenhar a margem sul
| Resumo: | A frente ribeirinha norte do concelho de Almada consiste numa extensão de sensivelmente dez quilómetros entre a Cova do Vapor, extremo Poente, e Cacilhas, extremo Nascente. É um território fortemente marcado pela presença de indústrias ao longo da margem e pelas povoações, as quais no seu percurso no tempo entraram em degradação, abandono e esquecimento. Ambas as realidades, indústria e povoação, tal como existem actualmente, constituem um tecido de fragmentos com ligações fragilizadas. É um território complexo também devido à relação entre a margem e os tecidos urbanos mais recentes, os elementos singulares de património construído, e o extenso património natural de fauna e flora que caracteriza Almada e que, por sua vez, faz parte do sistema maior biológico e ecológico do estuário do Tejo. A própria margem não é percorrível, não só pelo facto das indústrias constituírem obstáculo, mas também devido à topografia muito acentuada. Desta forma, a proposta que por via deste trabalho se apresenta, consiste essencialmente numa estrutura de espaço público ao longo de toda a frente de rio com o intuito de servir como instrumento de ligação e articulação entre cada um dos elementos que compõem o território, procurando oferecer um sentido de continuidade à macro escala, à luz da visão intermunicipal que actualmente existe de qualificação das frentes ribeirinhas e costeiras no país. Essa estrutura assume também a função de proteger os aglomerados urbanos e as indústrias da subida do nível médio das águas do mar, projectado para um mínimo de cem anos, sendo que a intenção não é que essa estrutura se resuma a uma barragem ou muro, mas que seja desenhada como passeio ribeirinho, acomodando percursos e espaços com determinado programa, procurando ainda salvaguardar relações entre a terra e a água que no futuro serão perdidas caso um projecto desta natureza não seja concretizado. |
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| Autores principais: | Ferreira, Alexandre Bardet Esteves |
| Assunto: | espaço público frentes de água subida das águas do mar parques lineares legados históricos e culturais |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A frente ribeirinha norte do concelho de Almada consiste numa extensão de sensivelmente dez quilómetros entre a Cova do Vapor, extremo Poente, e Cacilhas, extremo Nascente. É um território fortemente marcado pela presença de indústrias ao longo da margem e pelas povoações, as quais no seu percurso no tempo entraram em degradação, abandono e esquecimento. Ambas as realidades, indústria e povoação, tal como existem actualmente, constituem um tecido de fragmentos com ligações fragilizadas. É um território complexo também devido à relação entre a margem e os tecidos urbanos mais recentes, os elementos singulares de património construído, e o extenso património natural de fauna e flora que caracteriza Almada e que, por sua vez, faz parte do sistema maior biológico e ecológico do estuário do Tejo. A própria margem não é percorrível, não só pelo facto das indústrias constituírem obstáculo, mas também devido à topografia muito acentuada. Desta forma, a proposta que por via deste trabalho se apresenta, consiste essencialmente numa estrutura de espaço público ao longo de toda a frente de rio com o intuito de servir como instrumento de ligação e articulação entre cada um dos elementos que compõem o território, procurando oferecer um sentido de continuidade à macro escala, à luz da visão intermunicipal que actualmente existe de qualificação das frentes ribeirinhas e costeiras no país. Essa estrutura assume também a função de proteger os aglomerados urbanos e as indústrias da subida do nível médio das águas do mar, projectado para um mínimo de cem anos, sendo que a intenção não é que essa estrutura se resuma a uma barragem ou muro, mas que seja desenhada como passeio ribeirinho, acomodando percursos e espaços com determinado programa, procurando ainda salvaguardar relações entre a terra e a água que no futuro serão perdidas caso um projecto desta natureza não seja concretizado. |
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