Publicação
Desprescrição terapêutica nos doentes em fim de vida
| Resumo: | Os doentes em fim de vida – i.e., aqueles com prognóstico vital inferior a 12 meses – estão frequentemente polimedicados, acarretando um maior risco de efeitos adversos, interações medicamentosas e custos para o doente. Assumindo a irreversibilidade da doença, os objetivos nestes doentes passam a ser paliativos, ao invés de curativos, e centrados na gestão do conforto e dignidade. A desprescrição terapêutica é um processo dinâmico de cessação de fármacos, cujos riscos ultrapassam os potenciais benefícios. A falta de normas de orientação clínica que suportem estas decisões faz com que este processo seja, muitas vezes, colocado de parte, contribuindo para a obstinação terapêutica. As classes de fármacos mais utilizadas e passíveis de descontinuar, nestes doentes, são: inibidores da bomba de protões, antihipertensores, hipoglicemiantes, estatinas e antitrombóticos. Existem diversas ferramentas disponíveis (OncPalÓ e STOPPFrailÓ) e que podem auxiliar estas decisões, embora com algumas limitações (e.g., doentes paliativos são frequentemente deixados de fora nos estudos que precedem a estes algoritmos de decisão e ambiguidade ou omissão de certas classes farmacológicas). Este trabalho teve o objetivo de rever o conceito de desprescrição terapêutica e as suas obrigações ético-legais, as principais barreiras à cessação de fármacos, os consensos mais atuais sobre as diversas classes farmacológicas (incluindo, algoritmos de decisão) e a comparação das duas ferramentas mais usadas neste tipo de doentes. |
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| Autores principais: | Tramoceiro, Guilherme Afonso Nunes |
| Assunto: | Cuidados paliativos Desprescrição Lista de medicamentos potencialmente inapropriados Prescrição inadequada Obstinação terapêutica Polifarmácia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os doentes em fim de vida – i.e., aqueles com prognóstico vital inferior a 12 meses – estão frequentemente polimedicados, acarretando um maior risco de efeitos adversos, interações medicamentosas e custos para o doente. Assumindo a irreversibilidade da doença, os objetivos nestes doentes passam a ser paliativos, ao invés de curativos, e centrados na gestão do conforto e dignidade. A desprescrição terapêutica é um processo dinâmico de cessação de fármacos, cujos riscos ultrapassam os potenciais benefícios. A falta de normas de orientação clínica que suportem estas decisões faz com que este processo seja, muitas vezes, colocado de parte, contribuindo para a obstinação terapêutica. As classes de fármacos mais utilizadas e passíveis de descontinuar, nestes doentes, são: inibidores da bomba de protões, antihipertensores, hipoglicemiantes, estatinas e antitrombóticos. Existem diversas ferramentas disponíveis (OncPalÓ e STOPPFrailÓ) e que podem auxiliar estas decisões, embora com algumas limitações (e.g., doentes paliativos são frequentemente deixados de fora nos estudos que precedem a estes algoritmos de decisão e ambiguidade ou omissão de certas classes farmacológicas). Este trabalho teve o objetivo de rever o conceito de desprescrição terapêutica e as suas obrigações ético-legais, as principais barreiras à cessação de fármacos, os consensos mais atuais sobre as diversas classes farmacológicas (incluindo, algoritmos de decisão) e a comparação das duas ferramentas mais usadas neste tipo de doentes. |
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