Publicação
Braquiterapia na doença oncológica prostática
| Resumo: | A doença oncológica prostática é uma das doenças que mais afeta os indivíduos do sexo masculino a nível mundial. É um tumor sólido, que se apresenta numa de duas formas: localizado ou, numa fase mais avançada, disperso em metástases. É uma doença influenciada por diversos fatores, como ambientais, socioeconómicos e genéticos. Foi já demonstrada a associação entre diversos genes e o desenvolvimento desta doença, confirmando-se uma componente hereditária. As evidências clínicas indicam que a realização de rastreios é fundamental para um diagnóstico e tratamento atempados. A escolha da terapêutica adequada, depende da evidência clínica do diagnóstico, da avaliação do binómio benefício-risco e também da opção preferencial do doente, A braquiterapia veio inovar a terapêutica oncológica. É um tipo de radioterapia que permite o tratamento focal de tumores sólidos, com recurso à implantação de sementes radioativas em locais estratégicos. Possibilita a administração de doses de radiação elevadas às células tumorais, que não seriam possíveis de administrar com outras técnicas de radioterapia, salvaguardando dos tecidos circundantes. É utilizada para o tratamento de tumores em locais onde há fácil acesso, como trato gastrointestinal, sistemas reprodutores, sistema respiratório e pele. Podem ser utilizados diferentes isótopos para obter perfis de administração de dose diferenciadas. Existem 2 taxas de administração principais: HDR: taxa de administração de dose elevada, e LDR: taxa de administração de dose baixa. No tratamento do cancro da próstata, a braquiterapia pode ser utilizada como monoterapia ou em combinação com outras terapêuticas num plano multimodal. É utilizada braquiterapia com taxa de administração elevada, baixa ou muito baixa. Os isótopos mais frequentemente utilizados são irídio-192, iodo-125, paládio-103 e césio- 131. |
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| Autores principais: | Sousa, Carolina Isabel Rodrigues de |
| Assunto: | Cancro da próstata Braquiterapia, Doença oncológica prostática Mestrado Integrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença oncológica prostática é uma das doenças que mais afeta os indivíduos do sexo masculino a nível mundial. É um tumor sólido, que se apresenta numa de duas formas: localizado ou, numa fase mais avançada, disperso em metástases. É uma doença influenciada por diversos fatores, como ambientais, socioeconómicos e genéticos. Foi já demonstrada a associação entre diversos genes e o desenvolvimento desta doença, confirmando-se uma componente hereditária. As evidências clínicas indicam que a realização de rastreios é fundamental para um diagnóstico e tratamento atempados. A escolha da terapêutica adequada, depende da evidência clínica do diagnóstico, da avaliação do binómio benefício-risco e também da opção preferencial do doente, A braquiterapia veio inovar a terapêutica oncológica. É um tipo de radioterapia que permite o tratamento focal de tumores sólidos, com recurso à implantação de sementes radioativas em locais estratégicos. Possibilita a administração de doses de radiação elevadas às células tumorais, que não seriam possíveis de administrar com outras técnicas de radioterapia, salvaguardando dos tecidos circundantes. É utilizada para o tratamento de tumores em locais onde há fácil acesso, como trato gastrointestinal, sistemas reprodutores, sistema respiratório e pele. Podem ser utilizados diferentes isótopos para obter perfis de administração de dose diferenciadas. Existem 2 taxas de administração principais: HDR: taxa de administração de dose elevada, e LDR: taxa de administração de dose baixa. No tratamento do cancro da próstata, a braquiterapia pode ser utilizada como monoterapia ou em combinação com outras terapêuticas num plano multimodal. É utilizada braquiterapia com taxa de administração elevada, baixa ou muito baixa. Os isótopos mais frequentemente utilizados são irídio-192, iodo-125, paládio-103 e césio- 131. |
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