Publicação
Análise da expressão e do valor clínico do eixo imunomodulador PD-1: PD-L1/PD-L2 em carcinomas mamários felinos raros
| Resumo: | O carcinoma mamário felino (CMF) apresenta frequentemente um comportamento biológico agressivo com opções terapêuticas limitadas. Recentemente, o eixo PD-1: PD L1/PD-L2 tem-se revelado um excelente aliado na imunoterapia tumoral no tratamento do cancro da mama humano, com os anticorpos anti-PD-1 e anti-PD-L1 a mostrarem uma boa eficácia. Neste trabalho, foi analisada a expressão do recetor PD-1 e dos ligandos PD-L1 e PD-L2 em CMF raros, bem como possíveis associações com diversas características clinicopatológicas. A expressão das proteínas foi avaliada através do método indireto de imunohistoquímica, mediante a utilização dos anticorpos primários anti-PD-1 (1:25, clone J116), anti-PD-L1 (1:100, clone CAL 10) e anti-PD-L2 (1:400, clone PA5-20344), em 48 amostras de tumores mamários felinos raros, diagnosticados nos últimos 12 anos pelo laboratório. Os níveis de expressão de cada uma das moléculas foram analisados nas células tumorais (CT), nos linfócitos infiltrantes tumorais intratumorais (iLITs) e estromais (eLITs). A expressão de PD-1 foi observada em 13% (6/48), 85% (41/48) e 94% (45/48) das amostras nas CT, iLITs e eLITs, respetivamente, enquanto apenas 6% (3/48) das amostras não mostraram imunorreação para qualquer uma das subpopulações de células avaliadas. A expressão de PD-L1 foi detetada em 46% (22/48), 96% (46/48) e 100% (48/48) das amostras nas CT, iLITs e eLITs, respetivamente. Relativamente à expressão de PD-L2, 79% (38/48) e 100% (48/48) dos tumores foram positivos nas CT e em ambos os subgrupos de LITs, respetivamente. Observou-se ainda uma coexpressão de PD-L1 e de PD-L2 nas CT em 42% (20/48) das amostras imunofenotipadas. Várias correlações da expressão das proteínas entre as diferentes subpopulações de células, bem como entre as 3 proteínas foram encontradas. Maiores níveis de expressão de PD-1 pelas CT foram associados ao grau II de malignidade, relativamente ao grau III (P = 0.012) e à ausência de necrose tumoral (P = 0.033). A elevada expressão de PD-L1 pelos iLITs foi associada à presença de ulceração cutânea (P = 0.009). Adicionalmente, maiores níveis de expressão de PD-L2 pelas CT foram associados à ausência de ulceração cutânea (P = 0.048). Em conjunto, estes resultados sublinham a importância do eixo imunorregulador PD-1: PD-L1/PD-L2 no CMF considerando os níveis de expressão das 3 proteínas, nomeadamente de PD-L2, bem como as associações estatísticas observadas, suportando a necessidade de mais investigação e encorajando fortemente o desenvolvimento de terapêuticas de bloqueio dirigidas ao eixo PD-1: PD-L1/PD-L2, como estratégias potenciais para o tratamento de tumores mamários felinos |
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| Autores principais: | Franco, Maria Carreiro |
| Assunto: | Carcinoma mamário felino PD-1 PD-L1 PD-L2 Imunohistoquímica Feline mammary carcinoma PD-1 PD-L1 PD-L2 Immunohistochemistry |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O carcinoma mamário felino (CMF) apresenta frequentemente um comportamento biológico agressivo com opções terapêuticas limitadas. Recentemente, o eixo PD-1: PD L1/PD-L2 tem-se revelado um excelente aliado na imunoterapia tumoral no tratamento do cancro da mama humano, com os anticorpos anti-PD-1 e anti-PD-L1 a mostrarem uma boa eficácia. Neste trabalho, foi analisada a expressão do recetor PD-1 e dos ligandos PD-L1 e PD-L2 em CMF raros, bem como possíveis associações com diversas características clinicopatológicas. A expressão das proteínas foi avaliada através do método indireto de imunohistoquímica, mediante a utilização dos anticorpos primários anti-PD-1 (1:25, clone J116), anti-PD-L1 (1:100, clone CAL 10) e anti-PD-L2 (1:400, clone PA5-20344), em 48 amostras de tumores mamários felinos raros, diagnosticados nos últimos 12 anos pelo laboratório. Os níveis de expressão de cada uma das moléculas foram analisados nas células tumorais (CT), nos linfócitos infiltrantes tumorais intratumorais (iLITs) e estromais (eLITs). A expressão de PD-1 foi observada em 13% (6/48), 85% (41/48) e 94% (45/48) das amostras nas CT, iLITs e eLITs, respetivamente, enquanto apenas 6% (3/48) das amostras não mostraram imunorreação para qualquer uma das subpopulações de células avaliadas. A expressão de PD-L1 foi detetada em 46% (22/48), 96% (46/48) e 100% (48/48) das amostras nas CT, iLITs e eLITs, respetivamente. Relativamente à expressão de PD-L2, 79% (38/48) e 100% (48/48) dos tumores foram positivos nas CT e em ambos os subgrupos de LITs, respetivamente. Observou-se ainda uma coexpressão de PD-L1 e de PD-L2 nas CT em 42% (20/48) das amostras imunofenotipadas. Várias correlações da expressão das proteínas entre as diferentes subpopulações de células, bem como entre as 3 proteínas foram encontradas. Maiores níveis de expressão de PD-1 pelas CT foram associados ao grau II de malignidade, relativamente ao grau III (P = 0.012) e à ausência de necrose tumoral (P = 0.033). A elevada expressão de PD-L1 pelos iLITs foi associada à presença de ulceração cutânea (P = 0.009). Adicionalmente, maiores níveis de expressão de PD-L2 pelas CT foram associados à ausência de ulceração cutânea (P = 0.048). Em conjunto, estes resultados sublinham a importância do eixo imunorregulador PD-1: PD-L1/PD-L2 no CMF considerando os níveis de expressão das 3 proteínas, nomeadamente de PD-L2, bem como as associações estatísticas observadas, suportando a necessidade de mais investigação e encorajando fortemente o desenvolvimento de terapêuticas de bloqueio dirigidas ao eixo PD-1: PD-L1/PD-L2, como estratégias potenciais para o tratamento de tumores mamários felinos |
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