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Apneia central do sono : revisão bibliográfica a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A apneia central do sono (ACS) – temporária ausência ou diminuição do esforço ventilatório durante o sono – é relativamente rara em crianças saudáveis e é fisiológica em recém-nascidos e até ao ano de idade. Para ser considerada clinicamente significativa o Índice de Apneia Central (IAC) deve ser ≥5/h na polissonografia (PSG), no entanto, por convenção, IAC ≥1/h é diagnóstico de ACS. Geralmente, ocorre no contexto de uma condição médica subjacente, como alterações anatómicas do cérebro e tronco cerebral (estenose do forâmen Magnum e Malformação de Chiari), alterações neurogenéticas (Síndrome de Prader-Willi), alteração das vias aéreas superiores (laringomalácia), prematuridade, refluxo gastroesofágico, alterações endócrinas (obesidade, hipotiroidismo) e hipoventilação (Síndrome da Hipoventilação Central Congénita). A Malformação de Chiari (MC) é considerada uma das causas mais comuns de ACS. É caracterizada por um deslocamento inferior das amígdalas cerebelosas através do forâmen Magnum. Frequentemente é assintomática, mas pode apresentar clínica resultante do envolvimento do cerebelo, tronco encefálico e últimos pares cranianos. Apresenta-se um caso clínico de uma menina de quatro anos de idade com MC-I cuja primeira e única manifestação clínica foi a ACS. Dado existirem diversas condições médicas subjacentes à ACS, é necessário esta ser esclarecida de forma a intervir adequadamente. É importante estabelecer consensos relativos à investigação diagnóstica, dado que a doente apresentava um IAH que não era considerado clinicamente significativo.
Autores principais:Branco, Raquel Alexandra Almeida
Assunto:Apneia do sono Síndrome da apneia central do sono Malformação de Chiari Polissonografia Pediatria
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A apneia central do sono (ACS) – temporária ausência ou diminuição do esforço ventilatório durante o sono – é relativamente rara em crianças saudáveis e é fisiológica em recém-nascidos e até ao ano de idade. Para ser considerada clinicamente significativa o Índice de Apneia Central (IAC) deve ser ≥5/h na polissonografia (PSG), no entanto, por convenção, IAC ≥1/h é diagnóstico de ACS. Geralmente, ocorre no contexto de uma condição médica subjacente, como alterações anatómicas do cérebro e tronco cerebral (estenose do forâmen Magnum e Malformação de Chiari), alterações neurogenéticas (Síndrome de Prader-Willi), alteração das vias aéreas superiores (laringomalácia), prematuridade, refluxo gastroesofágico, alterações endócrinas (obesidade, hipotiroidismo) e hipoventilação (Síndrome da Hipoventilação Central Congénita). A Malformação de Chiari (MC) é considerada uma das causas mais comuns de ACS. É caracterizada por um deslocamento inferior das amígdalas cerebelosas através do forâmen Magnum. Frequentemente é assintomática, mas pode apresentar clínica resultante do envolvimento do cerebelo, tronco encefálico e últimos pares cranianos. Apresenta-se um caso clínico de uma menina de quatro anos de idade com MC-I cuja primeira e única manifestação clínica foi a ACS. Dado existirem diversas condições médicas subjacentes à ACS, é necessário esta ser esclarecida de forma a intervir adequadamente. É importante estabelecer consensos relativos à investigação diagnóstica, dado que a doente apresentava um IAH que não era considerado clinicamente significativo.