Publicação
Casuística de 5 anos de cistectomias radicais
| Resumo: | O carcinoma vesical é o 9º tumor mais diagnosticado. O tratamento Gold-standard para os tumores vesicais infiltrativos é a cistectomia radical com linfadenectomia. Esta é uma cirurgia major com exérese extensa e realização de uma derivação urinária, associada frequentemente a diferentes tipos de complicações, nomeadamente infeciosas, mecânicas, metabólicas e funcionais. Neste trabalho realizou-se uma análise retrospetiva dos doentes submetidos a cistectomia radical nos últimos 5 anos, com o objetivo de caracterizá-los e avaliar as complicações decorrentes da cirurgia, bem como a evolução da doença. Concluiu-se que, embora o tempo de espera até à cirurgia seja maior nos doentes submetidos a quimioterapia neoadjuvante, 7 doentes (27%) tiveram um down-staging do tumor. Verificou-se que os doentes não submetidos a este tratamento e que tiveram um tempo de espera até à cirurgia mais prolongado, apresentaram um estadio pós-operatório mais avançado, comparativamente ao estadio pré-operatório. Relativamente às complicações decorrentes da cistectomia, verificou-se que as mais frequentes foram as infeciosas e as gastrointestinais, estando as últimas associadas a um aumento da mortalidade. A mortalidade operatória foi de 3% e a mortalidade global ao longo dos 5 anos do estudo foi de 22% sendo a causa de morte mais frequente a progressão da doença. |
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| Autores principais: | Inácio, Maria Eduarda Constâncio Brás |
| Assunto: | Cistectomia Bexiga urinária Carcinoma Urologia |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O carcinoma vesical é o 9º tumor mais diagnosticado. O tratamento Gold-standard para os tumores vesicais infiltrativos é a cistectomia radical com linfadenectomia. Esta é uma cirurgia major com exérese extensa e realização de uma derivação urinária, associada frequentemente a diferentes tipos de complicações, nomeadamente infeciosas, mecânicas, metabólicas e funcionais. Neste trabalho realizou-se uma análise retrospetiva dos doentes submetidos a cistectomia radical nos últimos 5 anos, com o objetivo de caracterizá-los e avaliar as complicações decorrentes da cirurgia, bem como a evolução da doença. Concluiu-se que, embora o tempo de espera até à cirurgia seja maior nos doentes submetidos a quimioterapia neoadjuvante, 7 doentes (27%) tiveram um down-staging do tumor. Verificou-se que os doentes não submetidos a este tratamento e que tiveram um tempo de espera até à cirurgia mais prolongado, apresentaram um estadio pós-operatório mais avançado, comparativamente ao estadio pré-operatório. Relativamente às complicações decorrentes da cistectomia, verificou-se que as mais frequentes foram as infeciosas e as gastrointestinais, estando as últimas associadas a um aumento da mortalidade. A mortalidade operatória foi de 3% e a mortalidade global ao longo dos 5 anos do estudo foi de 22% sendo a causa de morte mais frequente a progressão da doença. |
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