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O papel da orexina para novas abordagens terapêuticas da insónia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O sono representa uma função vital do organismo com múltiplos efeitos fisiológicos, apresentando-se ainda como fundamental na restauração da actividade cerebral. A falta de sono tem consequências nefastas para o organismo. Hoje em dia a insónia apresenta-se como um foco de preocupação crescente, pelo aumento da sua prevalência a nível mundial. Atualmente existem diversas terapêuticas farmacológicas disponíveis no mercado, sendo que apresentam várias efeitos secundários e limitações ao seu uso. A orexina (hipocretina) é um neuropéptido, com efeitos reguladores no ciclo sono/vigília. O antagonismo dos receptores da orexina (ARO) tem-se revelado um mecanismo de acção promissor no tratamento da insónia. Este trabalho visa rever as principais características farmacológicas dos fármacos utilizados no tratamento da insónia que atuam nos receptores da orexina. Uma vez que se trata de uma área muito recente de investigação, propõe-se com esse trabalho efectuar uma revisão sobre as principais características clínicas e farmacológicas desta nova classe de fármacos para o tratamento da insónia. Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura, através da pesquisa em Pubmed (http://www.pubmed.com), Medscape (http://www.medscape.com) e clinicaltrials (https://www.clinicaltrials.gov), desde Janeiro de 1998 até Janeiro de 2015, recorrendo às seguintes palavras-chave: sleep, insomnia, hipnotics, orexin, hypocretin, orexin antagonists, Suvorexant. Os ARO são fármacos pioneiros com resultados promissores, mostrando-se diferentes dos fármacos anteriores por serem eficazes no tratamento da insónia em doses que aparentemente não perturbam as funções cognitivas, sem efeitos secundários significativos, mostrando-se seguros independentemente da idade do paciente. Apesar disso, carecem de uma melhor compreensão do seu funcionamento, assim como das consequências da sua utilização a longo prazo. O aparecimento desta nova classe terapêutica para o tratamento da insónia veio dar um novo contributo para a prática clínica, alargando a oferta farmacológica para o tratamento da insónia.
Autores principais:Paixão, Ana Catarina Pinto
Assunto:Orexinas Antagonistas dos receptores de orexina Insónia Terapêutica
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sono representa uma função vital do organismo com múltiplos efeitos fisiológicos, apresentando-se ainda como fundamental na restauração da actividade cerebral. A falta de sono tem consequências nefastas para o organismo. Hoje em dia a insónia apresenta-se como um foco de preocupação crescente, pelo aumento da sua prevalência a nível mundial. Atualmente existem diversas terapêuticas farmacológicas disponíveis no mercado, sendo que apresentam várias efeitos secundários e limitações ao seu uso. A orexina (hipocretina) é um neuropéptido, com efeitos reguladores no ciclo sono/vigília. O antagonismo dos receptores da orexina (ARO) tem-se revelado um mecanismo de acção promissor no tratamento da insónia. Este trabalho visa rever as principais características farmacológicas dos fármacos utilizados no tratamento da insónia que atuam nos receptores da orexina. Uma vez que se trata de uma área muito recente de investigação, propõe-se com esse trabalho efectuar uma revisão sobre as principais características clínicas e farmacológicas desta nova classe de fármacos para o tratamento da insónia. Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura, através da pesquisa em Pubmed (http://www.pubmed.com), Medscape (http://www.medscape.com) e clinicaltrials (https://www.clinicaltrials.gov), desde Janeiro de 1998 até Janeiro de 2015, recorrendo às seguintes palavras-chave: sleep, insomnia, hipnotics, orexin, hypocretin, orexin antagonists, Suvorexant. Os ARO são fármacos pioneiros com resultados promissores, mostrando-se diferentes dos fármacos anteriores por serem eficazes no tratamento da insónia em doses que aparentemente não perturbam as funções cognitivas, sem efeitos secundários significativos, mostrando-se seguros independentemente da idade do paciente. Apesar disso, carecem de uma melhor compreensão do seu funcionamento, assim como das consequências da sua utilização a longo prazo. O aparecimento desta nova classe terapêutica para o tratamento da insónia veio dar um novo contributo para a prática clínica, alargando a oferta farmacológica para o tratamento da insónia.