Publicação
Amorfização e co-amorfização como estratégias de incremento da solubilidade de substâncias activas pouco solúveis em água (BCS - classe II)
| Resumo: | A solubilidade de substâncias activas e de excipientes em água é um dos parâmetros mais importantes no que concerne formulações para formas farmacêuticas para administração oral. Estima-se que 40% dos fármacos aprovados e cerca de 90% daqueles em desenvolvimento possuem fraca solubilidade. Para resolver este problema diversas abordagens têm sido estudadas e reportadas na literatura como técnicas de incremento da solubilidade de fármacos pouco solúveis. O recurso a modificações químicas tais como prófarmacos, sais e alterações do pH do meio são já métodos aplicados de forma rotineira. Outras modificações, de carácter físico, podem também ser efectuadas nesse sentido, nomeadamente através da redução do tamanho de partículas do fármaco, de processos de complexação, da utilização de tensioactivos, da dispersão do fármaco em transportadores e de modificações da rede cristalina. A formação de partículas amorfas e co-amorfas é uma abordagem física promissora para promover o incremento da solubilidade de fármacos pouco solúveis (BCS – classe II). Estes podem ser obtidos por técnicas de condensação de vapor, arrefecimento de massas fundidas (método de fusão e método de extrusão por fusão), disrupção mecânica da rede cristalina (moagem com bolas e moagem criogénica), precipitação a partir de uma solução (evaporação do solvente, secagem por aspersão, liofilização, electrofiação e recurso a fluidos supercríticos) ou outras técnicas (extrusão por ultrassons e impressão a jacto). A escolha de um destes métodos em detrimento de outros irá depender das características do fármaco. No entanto, qualquer análise das diferentes técnicas de produção não estaria completa sem mencionar os diferentes parâmetros que permitem caracterizar a formulação final obtida. A cristalinidade, o arranjo molecular, a dissolução e a previsão da estabilidade são os parâmetros mais importantes a analisar relativamente à caracterização de formas farmacêuticas amorfas e co-amorfas. Técnicas como a difracção de raios-X, a calorimetria de varrimento diferencial (DSC), a espectroscopia de Raman e a espectroscopia de infravermelho podem ser empregues nesse sentido. Independentemente das inúmeras metodologias já existentes, novos esforços têm que continuar a ser feitos de forma a permitir encontrar soluções mais optimizadas para a formulação de fármacos amorfos, que contribuam, simultaneamente, para um aumento da solubilidade do fármaco e também para um aumento da sua estabilidade. |
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| Autores principais: | Rey, Sophie Isabelle Coelho |
| Assunto: | Amorfo Biodisponibilidade Co-amorfo Dispersão sólida Solubilidade Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A solubilidade de substâncias activas e de excipientes em água é um dos parâmetros mais importantes no que concerne formulações para formas farmacêuticas para administração oral. Estima-se que 40% dos fármacos aprovados e cerca de 90% daqueles em desenvolvimento possuem fraca solubilidade. Para resolver este problema diversas abordagens têm sido estudadas e reportadas na literatura como técnicas de incremento da solubilidade de fármacos pouco solúveis. O recurso a modificações químicas tais como prófarmacos, sais e alterações do pH do meio são já métodos aplicados de forma rotineira. Outras modificações, de carácter físico, podem também ser efectuadas nesse sentido, nomeadamente através da redução do tamanho de partículas do fármaco, de processos de complexação, da utilização de tensioactivos, da dispersão do fármaco em transportadores e de modificações da rede cristalina. A formação de partículas amorfas e co-amorfas é uma abordagem física promissora para promover o incremento da solubilidade de fármacos pouco solúveis (BCS – classe II). Estes podem ser obtidos por técnicas de condensação de vapor, arrefecimento de massas fundidas (método de fusão e método de extrusão por fusão), disrupção mecânica da rede cristalina (moagem com bolas e moagem criogénica), precipitação a partir de uma solução (evaporação do solvente, secagem por aspersão, liofilização, electrofiação e recurso a fluidos supercríticos) ou outras técnicas (extrusão por ultrassons e impressão a jacto). A escolha de um destes métodos em detrimento de outros irá depender das características do fármaco. No entanto, qualquer análise das diferentes técnicas de produção não estaria completa sem mencionar os diferentes parâmetros que permitem caracterizar a formulação final obtida. A cristalinidade, o arranjo molecular, a dissolução e a previsão da estabilidade são os parâmetros mais importantes a analisar relativamente à caracterização de formas farmacêuticas amorfas e co-amorfas. Técnicas como a difracção de raios-X, a calorimetria de varrimento diferencial (DSC), a espectroscopia de Raman e a espectroscopia de infravermelho podem ser empregues nesse sentido. Independentemente das inúmeras metodologias já existentes, novos esforços têm que continuar a ser feitos de forma a permitir encontrar soluções mais optimizadas para a formulação de fármacos amorfos, que contribuam, simultaneamente, para um aumento da solubilidade do fármaco e também para um aumento da sua estabilidade. |
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