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Farmacocinética e farmacodinâmica no doente idoso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento da esperança média de vida traduziu-se num aumento da prevalência de doenças crónicas e, consequentemente, numa maior utilização de medicamentos pela população idosa, pessoas com 65 ou mais anos, tornando-a na principal consumidora de medicamentos. Por se tratar de um grupo populacional mais suscetível e frágil, existe uma maior predisposição para o desenvolvimento de diversas patologias sendo as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, a diabetes e a insuficiência renal as mais prevalentes neste grupo. A multimorbilidade presente em muitos doentes implica o uso simultâneo de vários medicamentos, podendo levar ao que se designa habitualmente de polimedicação. A polimedicação consiste na utilização de 5 ou mais fármacos pelo mesmo doente e está, muitas vezes, associada a uma maior ocorrência de reações adversas e interações medicamentosas. É nos doentes polimedicados que se verifica também uma maior prevalência de medicamentos potencialmente inapropriados. Assim, é importante ter em conta que muitas das doses preconizadas para os adultos não produzem o efeito terapêutico esperado nos idosos. Tal verifica-se porque ocorrem alterações fisiológicas associadas à idade, nomeadamente a nível da composição corporal, sistema cardiovascular, gastrointestinal, nervoso, endócrino, função hepática e função renal, que alteram a farmacocinética e a farmacodinâmica de determinadas moléculas. Os parâmetros farmacocinéticos de Absorção, Distribuição, Metabolização e Excreção (ADME) estão significativamente alterados para vários fármacos e, apesar de não estarem tão bem esclarecidas como as alterações farmacocinéticas, as alterações farmacodinâmicas nos idosos podem provocar um aumento na sensibilidade ou uma diminuição na capacidade de resposta a determinada medicação. Para otimizar o regime terapêutico, devem ser tidas em conta todas estas alterações e quais as suas implicações no comportamento de um determinado fármaco, de forma a escolher e individualizar o regime posológico mais adequado a um doente específico e, deste modo, diminuir o seu risco e aumentar o sucesso terapêutico.
Autores principais:Ponciano, Joana Margarida Dantas Abrantes Coelho
Assunto:Farmacocinética Farmacodinâmica Geriatria Envelhecimento Idoso Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O aumento da esperança média de vida traduziu-se num aumento da prevalência de doenças crónicas e, consequentemente, numa maior utilização de medicamentos pela população idosa, pessoas com 65 ou mais anos, tornando-a na principal consumidora de medicamentos. Por se tratar de um grupo populacional mais suscetível e frágil, existe uma maior predisposição para o desenvolvimento de diversas patologias sendo as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, a diabetes e a insuficiência renal as mais prevalentes neste grupo. A multimorbilidade presente em muitos doentes implica o uso simultâneo de vários medicamentos, podendo levar ao que se designa habitualmente de polimedicação. A polimedicação consiste na utilização de 5 ou mais fármacos pelo mesmo doente e está, muitas vezes, associada a uma maior ocorrência de reações adversas e interações medicamentosas. É nos doentes polimedicados que se verifica também uma maior prevalência de medicamentos potencialmente inapropriados. Assim, é importante ter em conta que muitas das doses preconizadas para os adultos não produzem o efeito terapêutico esperado nos idosos. Tal verifica-se porque ocorrem alterações fisiológicas associadas à idade, nomeadamente a nível da composição corporal, sistema cardiovascular, gastrointestinal, nervoso, endócrino, função hepática e função renal, que alteram a farmacocinética e a farmacodinâmica de determinadas moléculas. Os parâmetros farmacocinéticos de Absorção, Distribuição, Metabolização e Excreção (ADME) estão significativamente alterados para vários fármacos e, apesar de não estarem tão bem esclarecidas como as alterações farmacocinéticas, as alterações farmacodinâmicas nos idosos podem provocar um aumento na sensibilidade ou uma diminuição na capacidade de resposta a determinada medicação. Para otimizar o regime terapêutico, devem ser tidas em conta todas estas alterações e quais as suas implicações no comportamento de um determinado fármaco, de forma a escolher e individualizar o regime posológico mais adequado a um doente específico e, deste modo, diminuir o seu risco e aumentar o sucesso terapêutico.