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Avaliação de factores de risco cardiovascular após transplantação renal em idade pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em idade pediátrica, a transplantação renal é a terapêutica da doença renal terminal (DRCT) com melhor prognóstico. No entanto, estes doentes apresentam doença e mortalidade cardiovascular prematura, sendo esta 10 vezes superior à de controlos com a mesma idade. Os objectivos do presente estudo foram (1) Determinação da prevalência e estudo da evolução de alguns factores de risco cardiovasculares em crianças e adolescentes antes e após transplantação renal; (2) Averiguar as intervenções médicas efectuadas para o seu controlo; (3) Avaliar a influência de algumas características dos doentes na prevalência de factores de risco cardiovasculares actuais. Foi realizado um estudo longitudinal retrospectivo, de coorte, descritivo e analítico, através da consulta de processos clínicos e contactos telefónicos. Foram incluídos 49 doentes pediátricos transplantados renais (idade à data do transplante entre 3,1 e 17,3 anos; mediana 8,4 anos) e consideradas avaliações nos seguintes períodos pós transplantação: 1 mês, 3 meses, 6 meses, 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos e a mais próxima do dia 30/07/2017. À data da última observação, 61,2% dos doentes tinham hipertensão arterial, 10,5% hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE), 30,6% anemia, 29,2% dislipidemia, 4,3% NODAT, 8,2% excesso de peso/obesidade e 76,6% não praticavam exercício físico de forma regular. A transplantação renal permitiu uma diminuição da maioria dos factores de risco cardiovasculares, nomeadamente da HVE, hipercolesterolemia, anemia e hipoalbuminemia (p<0,05). A ausência de diurese residual no pré transplante foi um factor de risco para o desenvolvimento de HTA (p<0,05) e a uronefropatia como etiologia da DRC foi um factor protector para o desenvolvimento de HTA e dislipidemia (p<0,05).
Autores principais:Palmeiro, Ana Patrícia Gusmão
Assunto:Transplantação renal Factores de risco cardiovasculares Pediatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em idade pediátrica, a transplantação renal é a terapêutica da doença renal terminal (DRCT) com melhor prognóstico. No entanto, estes doentes apresentam doença e mortalidade cardiovascular prematura, sendo esta 10 vezes superior à de controlos com a mesma idade. Os objectivos do presente estudo foram (1) Determinação da prevalência e estudo da evolução de alguns factores de risco cardiovasculares em crianças e adolescentes antes e após transplantação renal; (2) Averiguar as intervenções médicas efectuadas para o seu controlo; (3) Avaliar a influência de algumas características dos doentes na prevalência de factores de risco cardiovasculares actuais. Foi realizado um estudo longitudinal retrospectivo, de coorte, descritivo e analítico, através da consulta de processos clínicos e contactos telefónicos. Foram incluídos 49 doentes pediátricos transplantados renais (idade à data do transplante entre 3,1 e 17,3 anos; mediana 8,4 anos) e consideradas avaliações nos seguintes períodos pós transplantação: 1 mês, 3 meses, 6 meses, 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos e a mais próxima do dia 30/07/2017. À data da última observação, 61,2% dos doentes tinham hipertensão arterial, 10,5% hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE), 30,6% anemia, 29,2% dislipidemia, 4,3% NODAT, 8,2% excesso de peso/obesidade e 76,6% não praticavam exercício físico de forma regular. A transplantação renal permitiu uma diminuição da maioria dos factores de risco cardiovasculares, nomeadamente da HVE, hipercolesterolemia, anemia e hipoalbuminemia (p<0,05). A ausência de diurese residual no pré transplante foi um factor de risco para o desenvolvimento de HTA (p<0,05) e a uronefropatia como etiologia da DRC foi um factor protector para o desenvolvimento de HTA e dislipidemia (p<0,05).