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Deslocamento de abomaso : fatores implicados na sobrevivência após cirurgia corretiva

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O melhoramento genético para a produção leiteira tem sido constante ao longo dos últimos anos, o que tem levado à preferência por animais com uma grande capacidade digestiva e uma maior profundidade corporal. O deslocamento de abomaso é o distúrbio abomasal mais frequente e representa a razão mais habitual para cirurgia abdominal em bovinos leiteiros, principalmente vacas de elevada produção. A etiologia do deslocamento de abomaso é considerada multifatorial, sendo que a acumulação de gás e a distensão do órgão, devido a hipomotilidade ou atonia abomasal, são pré-requisitos para que estes ocorram. Esta doença apresenta elevados prejuízos económicos, na medida em que existem custos com tratamentos, diminuição da produção leiteira, perda de peso, aumento do intervalo entre partos, descarte de leite ou até mesmo a morte ou refugo do animal. O parto apresenta ser a condição que mais frequentemente predispõe ao deslocamento de abomaso à esquerda. Também a cetose e outras doenças metabólicas apresentam correlação positiva com a ocorrência desta doença. O tratamento pode ser dividido em tratamento clínico e tratamento cirúrgico. O tratamento clínico apresenta como objetivo a restauração da motilidade abomasal, para que seja possível a expulsão do gás no interior do órgão. Este tipo de tratamento apenas é indicado em casos que os animais não apresentem sinais clínicos sistémicos, porém apresenta uma elevada taxa de recidiva. O tratamento cirúrgico tem como função a reposição do órgão na sua posição anatómica correta e a criação de uma fixação permanente. Pode ser dividido em dois grandes grupos: os métodos fechados ou minimamente invasivos e os métodos abertos ou invasivos. O estudo contou com 26 animais de uma exploração do concelho da Moita. Destes animais apenas 2 (7,7%) não sobreviveram no período de 10 dias após a cirurgia corretiva. No que diz respeito no período de 90 dias após a cirurgia, 4 vacas (15,4%) não sobreviveram. Os animais incluídos neste estudo contavam com uma idade média de 3,11 anos, uma lactação, um intervalo entre partos médio de 470 dias, uma condição corporal média de 3,25, uma média de BHB sérico de 1,25 mmol/L e um pH médio do líquido abomasal de 2,5. Não foi encontrada nenhuma correlação estatisticamente significativa entre os parâmetros estudados, como os níveis séricos de BHB, o IEP, a CC e o pH do líquido abomasal
Autores principais:Caldeira, Paulo Jorge Ramos
Assunto:Deslocamento de abomaso BHB sérico Maneio alimentar Período de transição Vaca leiteira Abomasal displacement Serum BHB Feed management Transition period Dairy cow
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O melhoramento genético para a produção leiteira tem sido constante ao longo dos últimos anos, o que tem levado à preferência por animais com uma grande capacidade digestiva e uma maior profundidade corporal. O deslocamento de abomaso é o distúrbio abomasal mais frequente e representa a razão mais habitual para cirurgia abdominal em bovinos leiteiros, principalmente vacas de elevada produção. A etiologia do deslocamento de abomaso é considerada multifatorial, sendo que a acumulação de gás e a distensão do órgão, devido a hipomotilidade ou atonia abomasal, são pré-requisitos para que estes ocorram. Esta doença apresenta elevados prejuízos económicos, na medida em que existem custos com tratamentos, diminuição da produção leiteira, perda de peso, aumento do intervalo entre partos, descarte de leite ou até mesmo a morte ou refugo do animal. O parto apresenta ser a condição que mais frequentemente predispõe ao deslocamento de abomaso à esquerda. Também a cetose e outras doenças metabólicas apresentam correlação positiva com a ocorrência desta doença. O tratamento pode ser dividido em tratamento clínico e tratamento cirúrgico. O tratamento clínico apresenta como objetivo a restauração da motilidade abomasal, para que seja possível a expulsão do gás no interior do órgão. Este tipo de tratamento apenas é indicado em casos que os animais não apresentem sinais clínicos sistémicos, porém apresenta uma elevada taxa de recidiva. O tratamento cirúrgico tem como função a reposição do órgão na sua posição anatómica correta e a criação de uma fixação permanente. Pode ser dividido em dois grandes grupos: os métodos fechados ou minimamente invasivos e os métodos abertos ou invasivos. O estudo contou com 26 animais de uma exploração do concelho da Moita. Destes animais apenas 2 (7,7%) não sobreviveram no período de 10 dias após a cirurgia corretiva. No que diz respeito no período de 90 dias após a cirurgia, 4 vacas (15,4%) não sobreviveram. Os animais incluídos neste estudo contavam com uma idade média de 3,11 anos, uma lactação, um intervalo entre partos médio de 470 dias, uma condição corporal média de 3,25, uma média de BHB sérico de 1,25 mmol/L e um pH médio do líquido abomasal de 2,5. Não foi encontrada nenhuma correlação estatisticamente significativa entre os parâmetros estudados, como os níveis séricos de BHB, o IEP, a CC e o pH do líquido abomasal