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Terapia enzimática de reposição: aplicação às doenças genéticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A terapia enzimática de reposição apresenta-se como uma abordagem única no tratamento de doenças genéticas em que existe uma diminuição da atividade de uma determinada proteína. Esta terapia tem por base a administração da proteína deficitária com vista à sua reposição no organismo humano. Desde há quatro décadas que este tema tem sido investigado e a sua aplicação a algumas doenças genéticas raras, como é o caso das doenças lisossomais de sobrecarga, foi um sucesso. Em 1991, a Food and Drug Administration aprovou a terapia enzimática de reposição com alglucerase para o tratamento da doença de Gaucher tipo I e, desde então, já foram aprovados tratamentos com enzimas para mais cinco doenças lisossomais de sobrecarga. A utilização deste conceito noutras patologias também tem sido investigada, como é o caso da fenilcetonúria. Apesar das dificuldades na formulação e manutenção da estabilidade destes biofármacos, considerados medicamentos órfãos, esta área tem um grande potencial de desenvolvimento e afigura-se como um possível tratamento eficaz e seguro que atualmente ainda não existe para muitas dessas doenças.
Autores principais:Tack, Sara Chin
Assunto:Terapia enzimática de reposição Doenças genéticas Proteínas terapêuticas Medicamentos órfãos Doenças lisossomais de sobrecarga Fenilcetonúria Mestrado Integrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A terapia enzimática de reposição apresenta-se como uma abordagem única no tratamento de doenças genéticas em que existe uma diminuição da atividade de uma determinada proteína. Esta terapia tem por base a administração da proteína deficitária com vista à sua reposição no organismo humano. Desde há quatro décadas que este tema tem sido investigado e a sua aplicação a algumas doenças genéticas raras, como é o caso das doenças lisossomais de sobrecarga, foi um sucesso. Em 1991, a Food and Drug Administration aprovou a terapia enzimática de reposição com alglucerase para o tratamento da doença de Gaucher tipo I e, desde então, já foram aprovados tratamentos com enzimas para mais cinco doenças lisossomais de sobrecarga. A utilização deste conceito noutras patologias também tem sido investigada, como é o caso da fenilcetonúria. Apesar das dificuldades na formulação e manutenção da estabilidade destes biofármacos, considerados medicamentos órfãos, esta área tem um grande potencial de desenvolvimento e afigura-se como um possível tratamento eficaz e seguro que atualmente ainda não existe para muitas dessas doenças.