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Variações genéticas do metabolismo da homocisteína como biomarcadores de risco cardiovascular em mulheres com antecedentes de doença hipertensiva da grávida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Hiperhomocisteinémia (HHcys) parece estar geralmente associada a um risco aumentado não só para doença hipertensiva da grávida bem como complicações a longo termo para as doenças cardiovasculares. Os resultados dos vários estudos são contraditórios pelo que é importante confirmar com estudos de variação genética. Objectivos: Estudo da predisposição genética para a doença hipertensiva da gravidez e evolução para a doença cardiovascular futura baseada na variação polimórfica dos enzimas das vias de metabolização da Homocisteína e utilização da SAM. Materiais e Métodos: Estudo caso-controlo de uma amostra populacional de 380 mulheres, com um subgrupo de 170 mulheres que tiveram doença hipertensiva da gravidez estudadas após 2-16 anos do parto com idades compreendidas entre os 20 e 35 anos. Estudaram-se os polimorfismos genéticos (SNP e in/del). A amplificação dos genes foi feita por PCR (polimerase chain reaction). Para o tratamento dos resultados foi utilizado o programa SPSS® 20.0. Resultados: Relativamente à predisposição genética para a doença hipertensiva da grávida apenas o genótipo TT do polimorfismo da MTHFR se revelou protector do aparecimento da doença hipertensiva da grávida (p< 0,004). O excesso de peso e a obesidade em particular são factores de risco para a doença cardiovascular futura mais acentuadamente nas mulheres que foram hipertensas durante a gravidez. Existe ainda uma predisposição genética para a doença cardiovascular futura demonstrada através de parâmetros antropométricos, metabólicos e celulares mais alterados em determinados genótipos nas mulheres com doença hipertensiva da grávida em particular os genótipos CC + CT da MTHFR. Conclusões: Os resultados deste estudo poderão estabelecer uma prevenção personalizada da doença cardiovascular futura das mulheres com história prévia de hipertensão da gravidez. O diagnóstico precoce destas pacientes poderá evitar, o aparecimento de doença cardiovascular futura nas suas manifestações clínicas mais complexas.
Autores principais:Maia, Helena Isabel Mendes da, 1978-
Assunto:Pré-eclâmpsia Doença hipertensiva da gravidez Homocisteína Polimorfismos genéticos Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Hiperhomocisteinémia (HHcys) parece estar geralmente associada a um risco aumentado não só para doença hipertensiva da grávida bem como complicações a longo termo para as doenças cardiovasculares. Os resultados dos vários estudos são contraditórios pelo que é importante confirmar com estudos de variação genética. Objectivos: Estudo da predisposição genética para a doença hipertensiva da gravidez e evolução para a doença cardiovascular futura baseada na variação polimórfica dos enzimas das vias de metabolização da Homocisteína e utilização da SAM. Materiais e Métodos: Estudo caso-controlo de uma amostra populacional de 380 mulheres, com um subgrupo de 170 mulheres que tiveram doença hipertensiva da gravidez estudadas após 2-16 anos do parto com idades compreendidas entre os 20 e 35 anos. Estudaram-se os polimorfismos genéticos (SNP e in/del). A amplificação dos genes foi feita por PCR (polimerase chain reaction). Para o tratamento dos resultados foi utilizado o programa SPSS® 20.0. Resultados: Relativamente à predisposição genética para a doença hipertensiva da grávida apenas o genótipo TT do polimorfismo da MTHFR se revelou protector do aparecimento da doença hipertensiva da grávida (p< 0,004). O excesso de peso e a obesidade em particular são factores de risco para a doença cardiovascular futura mais acentuadamente nas mulheres que foram hipertensas durante a gravidez. Existe ainda uma predisposição genética para a doença cardiovascular futura demonstrada através de parâmetros antropométricos, metabólicos e celulares mais alterados em determinados genótipos nas mulheres com doença hipertensiva da grávida em particular os genótipos CC + CT da MTHFR. Conclusões: Os resultados deste estudo poderão estabelecer uma prevenção personalizada da doença cardiovascular futura das mulheres com história prévia de hipertensão da gravidez. O diagnóstico precoce destas pacientes poderá evitar, o aparecimento de doença cardiovascular futura nas suas manifestações clínicas mais complexas.