Publicação
Cooperação 17+1 como uma forma de soft power da China em relação à UE: Os casos do Porto do Pireu e do CELSE
| Resumo: | A China tem-se tornado gradualmente uma das maiores potências económicas do mundo nas últimas décadas. Procura não somente o desenvolvimento no interior, como também um progresso coletivo à maior escala no mundo. A criação da Cooperação 17+1 foi preconizada neste contexto em 2012, visando incentivar a cooperação entre a China e os países da Europa Central e Oriental. Este mecanismo tem contribuído para intensificar as relações entre os países membros e provocar um avanço em conjunto e, simultaneamente, tem aberto caminho para a extensão na Europa de Belt and Road Initiative, que foi formulada pela China em 2013 como uma iniciativa mais abrangente e ambiciosa. Pretende-se, portanto, averiguar a forma de que o mecanismo da Cooperação 17+1 é considerada como uma manifestação do soft power chinês sobre a União Europeia. A fim de viabilizar a investigação, escolhemos dois casos no quadro do mecanismo, nomeadamente os projetos do Porto do Pireu e do CELSE, no intuito de descobrir o seu papel como instrumento da China para exercer a influência na região. Conclui-se que a China, mediante a Cooperação 17+1, tem provocado o desenvolvimento conjunto, a atualização da infraestrutura e, uma tendência pró-China de alguns PECO, tanto económico quanto politicamente. Assim sendo, a União Europeia tem tomado uma posição mais prudente e cautelosa relativamente às ações da China e ao mesmo tempo, atribuído mais importância ao seu “parceiro e rival sistémico”. |
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| Autores principais: | Wenyue, Zhao |
| Assunto: | China PECO União Europeia Soft power Cooperação 17+1 Belt and Road Initiative IDE China CEEC European Union Soft power 17+1 Cooperation, Belt and Road Belt and Road Initiative FDI |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A China tem-se tornado gradualmente uma das maiores potências económicas do mundo nas últimas décadas. Procura não somente o desenvolvimento no interior, como também um progresso coletivo à maior escala no mundo. A criação da Cooperação 17+1 foi preconizada neste contexto em 2012, visando incentivar a cooperação entre a China e os países da Europa Central e Oriental. Este mecanismo tem contribuído para intensificar as relações entre os países membros e provocar um avanço em conjunto e, simultaneamente, tem aberto caminho para a extensão na Europa de Belt and Road Initiative, que foi formulada pela China em 2013 como uma iniciativa mais abrangente e ambiciosa. Pretende-se, portanto, averiguar a forma de que o mecanismo da Cooperação 17+1 é considerada como uma manifestação do soft power chinês sobre a União Europeia. A fim de viabilizar a investigação, escolhemos dois casos no quadro do mecanismo, nomeadamente os projetos do Porto do Pireu e do CELSE, no intuito de descobrir o seu papel como instrumento da China para exercer a influência na região. Conclui-se que a China, mediante a Cooperação 17+1, tem provocado o desenvolvimento conjunto, a atualização da infraestrutura e, uma tendência pró-China de alguns PECO, tanto económico quanto politicamente. Assim sendo, a União Europeia tem tomado uma posição mais prudente e cautelosa relativamente às ações da China e ao mesmo tempo, atribuído mais importância ao seu “parceiro e rival sistémico”. |
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