Publicação
Estado nutricional, qualidade de vida relacionada com saúde e perceção de imagem corporal em crianças
| Resumo: | Introdução: A elevada prevalência de obesidade infantil torna urgente investir em projetos de intervenção eficazes. Para além de estar associada ao desenvolvimento de doenças metabólicas, parece afetar a perceção de imagem corporal (PIC) e qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS). Este trabalho tem como objetivo estudar o estado nutricional, a PIC e QVRS de crianças, de forma otimizar a intervenção do projeto Sintra Cresce Saudável (SCS). Metodologia: Estudo observacional, transversal, conduzido em 11 escolas do 1º ciclo do ensino básico de Sintra. O estado nutricional foi categorizado segundo a OMS. O risco cardiometabólico foi identificado quando o rácio perímetro da cintura – altura é superior a 0,50. A PIC e QVRS foram avaliadas através das Silhuetas de Collins e KIDSCREEN-10, respetivamente. Resultados: Foram estudadas 689 crianças de idade média 9,12±0,71 anos (52,8% do sexo feminino). 38,8% de crianças (n=265) têm excesso de peso, das quais 14,5% obesidade (n=99). 25,5% (n=175) está em risco de desenvolver doenças cardiometabólicas. O valor médio de score de QVRS foi 73,98 ± 8,36 (n=629). Pertencer a um agregado familiar com rendimento médio mensal superior a 1000€ (p=0,028), estar satisfeito com a PIC (p=0,034) e ser normoponderal (p=0,027) associa-se a um valor médio de score de QVRS mais elevado. 56,9% (n=361) das crianças estão insatisfeitas com a PIC, achando-se demasiado magras (n=78, 12,3%) ou demasiado gordas (n=283, 44,6%). Cerca de 78,5% (n=212) das crianças satisfeitas com a PIC são normoponderais (p<0,001) e a maior parte das crianças insatisfeitas têm excesso de peso (n=188; 53,4%) (p<0,001). Discussão: A prevalência de excesso de peso obtida é superior às médias nacionais e confirmase que o estado nutricional não é independente da PIC e QVRS. Este conhecimento é importante para justificar investimento em projetos de intervenção e otimizar o seu protocolo. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Marta Sócrates de Figueiredo Mota |
| Assunto: | Estado nutricional Obesidade Infantil Imagem corporal Qualidade de vida Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A elevada prevalência de obesidade infantil torna urgente investir em projetos de intervenção eficazes. Para além de estar associada ao desenvolvimento de doenças metabólicas, parece afetar a perceção de imagem corporal (PIC) e qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS). Este trabalho tem como objetivo estudar o estado nutricional, a PIC e QVRS de crianças, de forma otimizar a intervenção do projeto Sintra Cresce Saudável (SCS). Metodologia: Estudo observacional, transversal, conduzido em 11 escolas do 1º ciclo do ensino básico de Sintra. O estado nutricional foi categorizado segundo a OMS. O risco cardiometabólico foi identificado quando o rácio perímetro da cintura – altura é superior a 0,50. A PIC e QVRS foram avaliadas através das Silhuetas de Collins e KIDSCREEN-10, respetivamente. Resultados: Foram estudadas 689 crianças de idade média 9,12±0,71 anos (52,8% do sexo feminino). 38,8% de crianças (n=265) têm excesso de peso, das quais 14,5% obesidade (n=99). 25,5% (n=175) está em risco de desenvolver doenças cardiometabólicas. O valor médio de score de QVRS foi 73,98 ± 8,36 (n=629). Pertencer a um agregado familiar com rendimento médio mensal superior a 1000€ (p=0,028), estar satisfeito com a PIC (p=0,034) e ser normoponderal (p=0,027) associa-se a um valor médio de score de QVRS mais elevado. 56,9% (n=361) das crianças estão insatisfeitas com a PIC, achando-se demasiado magras (n=78, 12,3%) ou demasiado gordas (n=283, 44,6%). Cerca de 78,5% (n=212) das crianças satisfeitas com a PIC são normoponderais (p<0,001) e a maior parte das crianças insatisfeitas têm excesso de peso (n=188; 53,4%) (p<0,001). Discussão: A prevalência de excesso de peso obtida é superior às médias nacionais e confirmase que o estado nutricional não é independente da PIC e QVRS. Este conhecimento é importante para justificar investimento em projetos de intervenção e otimizar o seu protocolo. |
|---|