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Amniocentese em grávidas infectadas por VIH

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A terapêutica anti-retroviral combinada (TARc) veio mudar, radicalmente, a história do vírus da imunodeficiência humana (VIH). A introdução desta terapêutica foi especialmente marcante na profilaxia da transmissão vertical, abrindo um mundo de possibilidades aos indivíduos infectados, mas colocando novas questões. As técnicas de diagnóstico pré-natal invasivo estavam, até recentemente, contra-indicadas em mulheres infectadas por VIH, devido ao aumento de risco de transmissão demonstrado. No entanto, recomendações mais recentes preconizam a utilização destas técnicas. Este estudo retrospectivo, tem como objectivo verificar se a realização de amniocentese alterou o risco de transmissão vertical num grupo de 15 grávidas, 14 infectadas por VIH-1 e uma infectada por VIH-2, que realizaram amniocentese entre 2005-2014. Não foi verificada transmissão em nenhum destes casos. Secundariamente foi, também, avaliada a co-infecção pelos vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC). Apesar do número reduzido da amostra não nos permitir retirar ilações, neste estudo a amniocentese não se revelou um factor de risco para a transmissão de VIH, apoiando as novas recomendações. Esta técnica poderá, portanto, ser realizada em grávidas infectadas por VIH, desde que determinadas condições estejam presentes.
Autores principais:Baptista, Andreia Godinho Oliveira
Assunto:Amniocentese Grávidas Infecções por HIV
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A terapêutica anti-retroviral combinada (TARc) veio mudar, radicalmente, a história do vírus da imunodeficiência humana (VIH). A introdução desta terapêutica foi especialmente marcante na profilaxia da transmissão vertical, abrindo um mundo de possibilidades aos indivíduos infectados, mas colocando novas questões. As técnicas de diagnóstico pré-natal invasivo estavam, até recentemente, contra-indicadas em mulheres infectadas por VIH, devido ao aumento de risco de transmissão demonstrado. No entanto, recomendações mais recentes preconizam a utilização destas técnicas. Este estudo retrospectivo, tem como objectivo verificar se a realização de amniocentese alterou o risco de transmissão vertical num grupo de 15 grávidas, 14 infectadas por VIH-1 e uma infectada por VIH-2, que realizaram amniocentese entre 2005-2014. Não foi verificada transmissão em nenhum destes casos. Secundariamente foi, também, avaliada a co-infecção pelos vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC). Apesar do número reduzido da amostra não nos permitir retirar ilações, neste estudo a amniocentese não se revelou um factor de risco para a transmissão de VIH, apoiando as novas recomendações. Esta técnica poderá, portanto, ser realizada em grávidas infectadas por VIH, desde que determinadas condições estejam presentes.