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Epidemiologia e estudo entomológico dos potenciais vectores do vírus da língua azul na região do Vale do Tejo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Língua Azul (LA) é causada por um vírus RNA da familia Reoviridae e do género Orbivirus e existem 24 serótipos. É uma doença infecciosa não contagiosa, sendo o vírus transmitido por insectos culicóides e afecta espécies animais ruminantes domésticas e selvagens. É também designada por Febre Catarral Ovina, pois a maioria dos serótipos normalmente causa doença clínica unicamente em ovinos. Desde 2006 foi identificado na Europa o serótipo 8 do vírus da LA, que também afecta clinicamente, e de forma grave, os bovinos, tendo sido descritas, para este serótipo, outros modos de transmissão para o vírus da LA, como as vias transplacentária e oral. Em Portugal, a LA surgiu pela primeira vez em 1956, causada pelo serótipo 10 do vírus da LA. Após um silêncio epizoótico de 44 anos a doença re-ocorreu em 2004 causada pelo serótipo 4 do vírus da LA e, em 2007 pelo serótipo 1 do vírus da LA. As principais medidas de prevenção e de controlo da doença são o controlo dos movimentos dos animais, a vacinação de ruminantes e o controlo dos vectores. Em Portugal estão também implementados os planos oficiais de vigilância serológica e entomológica. O plano de vigilância entomológica baseia-se na captura de culicóides através de armadilhas luminosas para insectos. Com o objectivo de comparar três tipos de armadilhas para culicóides realizou-se numa exploração de bovinos um ensaio experimental baseado no quadrado latino. Existiu uma grande variabilidade nos resultados obtidos em consequência das condições atmosféricas desfavoráveis (temperaturas baixas, chuva e vento), mas concluiu-se que o valor médio mais elevado de culicóides capturados coincidiu com as temperaturas médias mais altas e que os locais com maiores capturas foram aqueles em que as armadilhas estavam protegidas por coberturas. Os resultados obtidos na análise estatística, não foram estatisticamente significativos. Apesar disso considera-se que este tipo de ensaio experimental é sempre de grande importância prática, pois pode permitir ajustar alguns procedimentos de implementação do plano de vigilância entomológica da LA. No estágio realizado no ADS Baixo Tejo durante o período de 17 de Setembro a 31 de Dezembro de 2007 executaram-se actividades no âmbito da LA, como testes de pré-movimentação a bovinos (115), desinsectizações de animais e veículos (135) e vacinação de bovinos (88). Além disso, efectuaram-se actividades de sanidade animal nos âmbito dos programas oficiais de erradicação de Tuberculose, Brucelose, Leucose, e Peripneumonia que consistiram na identificação, colheita de sangue e tuberculinização dos animais, e que abrangeram 4034 bovinos e 1726 pequenos ruminantes. Também se efectuaram actividades facultativas de apoio à produção, como desparasitações e vacinações.
Autores principais:Rodrigues, Luís Filipe Gonçalves
Assunto:Língua Azul Culicóides Entomologia ADS Baixo Tejo Ensaio experimental Armadilhas luminosas Bluetongue Culicoids Entomology Prophylaxy Experimental work Light traps
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Língua Azul (LA) é causada por um vírus RNA da familia Reoviridae e do género Orbivirus e existem 24 serótipos. É uma doença infecciosa não contagiosa, sendo o vírus transmitido por insectos culicóides e afecta espécies animais ruminantes domésticas e selvagens. É também designada por Febre Catarral Ovina, pois a maioria dos serótipos normalmente causa doença clínica unicamente em ovinos. Desde 2006 foi identificado na Europa o serótipo 8 do vírus da LA, que também afecta clinicamente, e de forma grave, os bovinos, tendo sido descritas, para este serótipo, outros modos de transmissão para o vírus da LA, como as vias transplacentária e oral. Em Portugal, a LA surgiu pela primeira vez em 1956, causada pelo serótipo 10 do vírus da LA. Após um silêncio epizoótico de 44 anos a doença re-ocorreu em 2004 causada pelo serótipo 4 do vírus da LA e, em 2007 pelo serótipo 1 do vírus da LA. As principais medidas de prevenção e de controlo da doença são o controlo dos movimentos dos animais, a vacinação de ruminantes e o controlo dos vectores. Em Portugal estão também implementados os planos oficiais de vigilância serológica e entomológica. O plano de vigilância entomológica baseia-se na captura de culicóides através de armadilhas luminosas para insectos. Com o objectivo de comparar três tipos de armadilhas para culicóides realizou-se numa exploração de bovinos um ensaio experimental baseado no quadrado latino. Existiu uma grande variabilidade nos resultados obtidos em consequência das condições atmosféricas desfavoráveis (temperaturas baixas, chuva e vento), mas concluiu-se que o valor médio mais elevado de culicóides capturados coincidiu com as temperaturas médias mais altas e que os locais com maiores capturas foram aqueles em que as armadilhas estavam protegidas por coberturas. Os resultados obtidos na análise estatística, não foram estatisticamente significativos. Apesar disso considera-se que este tipo de ensaio experimental é sempre de grande importância prática, pois pode permitir ajustar alguns procedimentos de implementação do plano de vigilância entomológica da LA. No estágio realizado no ADS Baixo Tejo durante o período de 17 de Setembro a 31 de Dezembro de 2007 executaram-se actividades no âmbito da LA, como testes de pré-movimentação a bovinos (115), desinsectizações de animais e veículos (135) e vacinação de bovinos (88). Além disso, efectuaram-se actividades de sanidade animal nos âmbito dos programas oficiais de erradicação de Tuberculose, Brucelose, Leucose, e Peripneumonia que consistiram na identificação, colheita de sangue e tuberculinização dos animais, e que abrangeram 4034 bovinos e 1726 pequenos ruminantes. Também se efectuaram actividades facultativas de apoio à produção, como desparasitações e vacinações.