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Bem-estar e satisfação na carreira em estudantes do ensino superior

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Resumo:O principal objetivo desta investigação é compreender fatores responsáveis pelo sucesso, bem-estar e satisfação na carreira dos estudantes do ensino superior, assim como, as variáveis associadas às crenças de autoeficácia e às vivências positivas no próprio curso, no âmbito do modelo proposto por Lent e Brown em 2006. Este modelo é holístico, tem natureza sociocognitiva e integradora de fatores pessoais, contextuais e demográficos. O conceito de bem-estar liga a Psicologia do Desenvolvimento da Carreira à Psicologia Positiva. A amostra é constituída por 477 estudantes, que maioritariamente frequentam o 2º ano nas áreas da psicologia (38.8%), da saúde (25.8%), do desporto (13.8%), científico-investigativas (4.8%) e das tecnologias (15.3%); as idades dos participantes variam entre os 19 e os 34 anos (M=21.06 e DP=2.73), representando as raparigas 63.9%. Os dados foram recolhidos em escolas de Lisboa (44.4%), Leiria (31.6%) e Algarve (24%), com o Questionário de Ajustamento e Adaptação ao Ensino Superior e as versões portuguesas das Escalas Desenvolvimento e Bem-Estar, Satisfação na Carreira, Big 5 Inventory - BFI – 10, Autoeficácia Geral e Perceção de Exigência e Responsividade Parental. Nos resultados salientam-se os dados dos modelos de regressão múltipla linear, sendo preditores de bem-estar fatores de carreira, vivência no curso, fatores de personalidade, autoeficácia e perceção responsiva da mãe, sendo a satisfação na carreira explicada por fatores de bem-estar, personalidade, autoeficácia, congruência e a perceção responsiva do pai. O rendimento académico é ainda explicado por fatores de carreira, envolvimento no curso, personalidade, resultados anteriores e idade, sendo a autoeficácia explicada pela satisfação na carreira, personalidade, fatores familiares e género. Os dados da estatística inferencial sugerem o efeito do género na distribuição dos alunos nos cursos, nos fatores de personalidade, autoeficácia, empregabilidade, perceção dos estilos de parentalidade, sendo significativo o efeito da idade nos fatores de personalidade, autoeficácia, vivência do curso, resultados escolares e perceção de exigência parental. O conjunto dos resultados tem implicações teóricas e práticas, designadamente nas intervenções dirigidas aos alunos e na consultoria às instituições do ensino superior, no sentido de potenciar o sucesso e adaptação no ensino superior, especialmente nos primeiros anos.
Autores principais:Costa, Cátia João Morgado, 1983
Assunto:Teses de doutoramento - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O principal objetivo desta investigação é compreender fatores responsáveis pelo sucesso, bem-estar e satisfação na carreira dos estudantes do ensino superior, assim como, as variáveis associadas às crenças de autoeficácia e às vivências positivas no próprio curso, no âmbito do modelo proposto por Lent e Brown em 2006. Este modelo é holístico, tem natureza sociocognitiva e integradora de fatores pessoais, contextuais e demográficos. O conceito de bem-estar liga a Psicologia do Desenvolvimento da Carreira à Psicologia Positiva. A amostra é constituída por 477 estudantes, que maioritariamente frequentam o 2º ano nas áreas da psicologia (38.8%), da saúde (25.8%), do desporto (13.8%), científico-investigativas (4.8%) e das tecnologias (15.3%); as idades dos participantes variam entre os 19 e os 34 anos (M=21.06 e DP=2.73), representando as raparigas 63.9%. Os dados foram recolhidos em escolas de Lisboa (44.4%), Leiria (31.6%) e Algarve (24%), com o Questionário de Ajustamento e Adaptação ao Ensino Superior e as versões portuguesas das Escalas Desenvolvimento e Bem-Estar, Satisfação na Carreira, Big 5 Inventory - BFI – 10, Autoeficácia Geral e Perceção de Exigência e Responsividade Parental. Nos resultados salientam-se os dados dos modelos de regressão múltipla linear, sendo preditores de bem-estar fatores de carreira, vivência no curso, fatores de personalidade, autoeficácia e perceção responsiva da mãe, sendo a satisfação na carreira explicada por fatores de bem-estar, personalidade, autoeficácia, congruência e a perceção responsiva do pai. O rendimento académico é ainda explicado por fatores de carreira, envolvimento no curso, personalidade, resultados anteriores e idade, sendo a autoeficácia explicada pela satisfação na carreira, personalidade, fatores familiares e género. Os dados da estatística inferencial sugerem o efeito do género na distribuição dos alunos nos cursos, nos fatores de personalidade, autoeficácia, empregabilidade, perceção dos estilos de parentalidade, sendo significativo o efeito da idade nos fatores de personalidade, autoeficácia, vivência do curso, resultados escolares e perceção de exigência parental. O conjunto dos resultados tem implicações teóricas e práticas, designadamente nas intervenções dirigidas aos alunos e na consultoria às instituições do ensino superior, no sentido de potenciar o sucesso e adaptação no ensino superior, especialmente nos primeiros anos.