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Diáspora macaense : Macau, Hong Kong, Xangai (1850-1952)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A emigração macaense, entre as décadas de 1840 e 1950, elegeu dois territórios para destino de todos os que decidiram deixar Macau, principalmente a partir de 1842: Hong Kong e Xangai. O desfecho da I Guerra do Ópio (1839-1842) conduziu a profundas mudanças políticas, económicas e sociais em toda a Ásia Oriental e, em particular na China imperial. Em Macau, a saída das principais casas de comércio teve um forte impacte social, atingindo ainda uma maior dimensão se considerarmos que a emigração foi a resposta encontrada pela comunidade macaense às transformações económicas e sociais que ocorreram na cidade. A abertura ao comércio internacional catapultou Xangai para a liderança das cidades chinesas e atraiu ao seu porto, todos os anos, milhares de migrantes das mais variadas origens nacionais e culturais, entre os quais se encontravam os macaenses. Entre Macau e Xangai iniciou-se um importante fluxo migratório que deu origem à comunidade dos “portugueses de Xangai”. Herdeiros do passado migratório que esteve na origem da comunidade macaense ao longo de muitas décadas, os “portugueses de Xangai” acompanharam, dia a dia, o processo de formação, desenvolvimento e extinção das concessões estrangeiras, revelando estratégias que favoreceram a sua integração na sociedade que os acolheu sem, todavia, perderem os seus laços com Macau, o seu território de origem.
Autores principais:Dias, Alfredo Gomes, 1958-
Assunto:Macao (China) - Emigração e imigração - 1850-1952 Macaenses - Integração - Hong kong (China) - 1850-1952 Macaenses - Integração - Xangai (China)- 1850-1952 Capital cultural - Hong Kong (China) - 1850-1952 Capital cultural - Xangai (China) - 1850-1952 Teses de doutoramento - 2012
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A emigração macaense, entre as décadas de 1840 e 1950, elegeu dois territórios para destino de todos os que decidiram deixar Macau, principalmente a partir de 1842: Hong Kong e Xangai. O desfecho da I Guerra do Ópio (1839-1842) conduziu a profundas mudanças políticas, económicas e sociais em toda a Ásia Oriental e, em particular na China imperial. Em Macau, a saída das principais casas de comércio teve um forte impacte social, atingindo ainda uma maior dimensão se considerarmos que a emigração foi a resposta encontrada pela comunidade macaense às transformações económicas e sociais que ocorreram na cidade. A abertura ao comércio internacional catapultou Xangai para a liderança das cidades chinesas e atraiu ao seu porto, todos os anos, milhares de migrantes das mais variadas origens nacionais e culturais, entre os quais se encontravam os macaenses. Entre Macau e Xangai iniciou-se um importante fluxo migratório que deu origem à comunidade dos “portugueses de Xangai”. Herdeiros do passado migratório que esteve na origem da comunidade macaense ao longo de muitas décadas, os “portugueses de Xangai” acompanharam, dia a dia, o processo de formação, desenvolvimento e extinção das concessões estrangeiras, revelando estratégias que favoreceram a sua integração na sociedade que os acolheu sem, todavia, perderem os seus laços com Macau, o seu território de origem.