Publicação
COVID-19 : the role of portuguese medical students
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Entre outras medidas implementadas para assegurar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde durante a pandemia de COVID-19, vários países europeus graduaram os finalistas do curso de medicina de modo a reforçar os seus recursos humanos disponíveis. OBJECTIVOS E METODOLOGIA: Um estudo transversal foi desenvolvido com o objetivo de caracterizar uma população portuguesa de estudantes de medicina relativamente à sua opinião quanto ao papel que poderiam estar a desempenhar durante a pandemia; ao seu conhecimento sobre COVID-19 e medidas de controlo de infeção; e ao impacto que a quarentena teve na sua vida diária. O estudo consistiu na elaboração de um questionário online, o qual foi partilhado com os estudantes de medicina dos anos clínicos entre 26 de Março e o fim de Maio de 2020. RESULTADOS: A pandemia foi percepcionada como uma situação séria por 99,88% (n = 802) dos estudantes e 70,73% (n = 568) consideravam poder estar a contribuir mais ativamente durante a mesma. Os estudantes reconheceram que a actividade em que seriam mais capazes de contribuir seria no reforço da linha telefónica nacional de saúde, embora uma percentagem considerável de estudantes se tenha considerado preparada para participar em actividades clínicas. Paralelamente, a vontade de contribuir para o combate à pandemia pareceu ser independente dos conhecimentos dos estudantes sobre COVID-19. DISCUSSÃO: Os conhecimentos demonstrados sobre COVID-19 e as falhas de conhecimento observadas em relação ao equipamento de proteção individual são reveladoras da necessidade de realizar ações de formação antes de integrar os estudantes nas actividades clínicas, caso tal venha a ser necessário. CONCLUSÃO: Os estudantes de medicina dos anos clínicos mostraram-se confiantes de que podem contribuir para atenuar a pressão sob a qual as instituições de saúde têm estado. |
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| Autores principais: | Pinto, Inês Isabel de Oliveira Azevedo Carmo e |
| Assunto: | COVID-19 Estudantes de medicina Pandemia Prática clínica Controlo de infeção |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Entre outras medidas implementadas para assegurar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde durante a pandemia de COVID-19, vários países europeus graduaram os finalistas do curso de medicina de modo a reforçar os seus recursos humanos disponíveis. OBJECTIVOS E METODOLOGIA: Um estudo transversal foi desenvolvido com o objetivo de caracterizar uma população portuguesa de estudantes de medicina relativamente à sua opinião quanto ao papel que poderiam estar a desempenhar durante a pandemia; ao seu conhecimento sobre COVID-19 e medidas de controlo de infeção; e ao impacto que a quarentena teve na sua vida diária. O estudo consistiu na elaboração de um questionário online, o qual foi partilhado com os estudantes de medicina dos anos clínicos entre 26 de Março e o fim de Maio de 2020. RESULTADOS: A pandemia foi percepcionada como uma situação séria por 99,88% (n = 802) dos estudantes e 70,73% (n = 568) consideravam poder estar a contribuir mais ativamente durante a mesma. Os estudantes reconheceram que a actividade em que seriam mais capazes de contribuir seria no reforço da linha telefónica nacional de saúde, embora uma percentagem considerável de estudantes se tenha considerado preparada para participar em actividades clínicas. Paralelamente, a vontade de contribuir para o combate à pandemia pareceu ser independente dos conhecimentos dos estudantes sobre COVID-19. DISCUSSÃO: Os conhecimentos demonstrados sobre COVID-19 e as falhas de conhecimento observadas em relação ao equipamento de proteção individual são reveladoras da necessidade de realizar ações de formação antes de integrar os estudantes nas actividades clínicas, caso tal venha a ser necessário. CONCLUSÃO: Os estudantes de medicina dos anos clínicos mostraram-se confiantes de que podem contribuir para atenuar a pressão sob a qual as instituições de saúde têm estado. |
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