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Dacriocistorrinostomia endoscópica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foi há mais de 2000 anos que se criou o primeiro procedimento que permitiu uma passagem artificial, através da punção do osso lacrimal, entre o saco lacrimal e o nariz. Desde então esse procedimento sofreu muitas alterações e evoluiu acompanhando os avanços na medicina e na tecnologia. A DCR endoscópica teve um grande desenvolvimento nos últimos anos devido ao desenvolvimento de endoscópios nasais e aos avanços no conhecimento anatómico. Com uma boa avaliação pré-operatória por oftalmologistas e otorrinolaringologistas e com o auxílio de meios complementares de diagnóstico, tais como o teste de irrigação, a dacriocistografia, a tomografia computorizada e endoscopia nasal consegue-se chegar a um diagnóstico e à decisão se a DCR é o procedimento indicado no caso em questão. A DCR é indicada nos casos de obstrução total ou quase total da via lacrimal. A DCR endoscópica visa reestabelecer a comunicação entre a via lacrimal e as fossas nasais e isto faz-se através da criação de uma passagem artificial com a mucosa do saco lacrimal e da mucosa nasal. As complicações são raras e as taxas de recidiva pequenas quando o procedimento é realizado por um cirurgião experiente. Em comparação com a DCR externa, a DCR endoscópica tem vindo a ser cada vez mais utilizada, principalmente devido ao facto de esta última não necessitar de uma incisão na pele e sua consequente cicatrização e por ter um recobro mais rápido. A DCR endoscópica apresenta actualmente taxas de sucesso semelhantes à DCR externa, sendo portanto um procedimento com perspectivas futuras promissoras.
Autores principais:Reis, Ricardo Rafael Perdigão e
Assunto:Dacriocistorrinostomia Obstrução da via lacrimal Teste de irrigação Endoscópio nasal Otorrinolaringologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Foi há mais de 2000 anos que se criou o primeiro procedimento que permitiu uma passagem artificial, através da punção do osso lacrimal, entre o saco lacrimal e o nariz. Desde então esse procedimento sofreu muitas alterações e evoluiu acompanhando os avanços na medicina e na tecnologia. A DCR endoscópica teve um grande desenvolvimento nos últimos anos devido ao desenvolvimento de endoscópios nasais e aos avanços no conhecimento anatómico. Com uma boa avaliação pré-operatória por oftalmologistas e otorrinolaringologistas e com o auxílio de meios complementares de diagnóstico, tais como o teste de irrigação, a dacriocistografia, a tomografia computorizada e endoscopia nasal consegue-se chegar a um diagnóstico e à decisão se a DCR é o procedimento indicado no caso em questão. A DCR é indicada nos casos de obstrução total ou quase total da via lacrimal. A DCR endoscópica visa reestabelecer a comunicação entre a via lacrimal e as fossas nasais e isto faz-se através da criação de uma passagem artificial com a mucosa do saco lacrimal e da mucosa nasal. As complicações são raras e as taxas de recidiva pequenas quando o procedimento é realizado por um cirurgião experiente. Em comparação com a DCR externa, a DCR endoscópica tem vindo a ser cada vez mais utilizada, principalmente devido ao facto de esta última não necessitar de uma incisão na pele e sua consequente cicatrização e por ter um recobro mais rápido. A DCR endoscópica apresenta actualmente taxas de sucesso semelhantes à DCR externa, sendo portanto um procedimento com perspectivas futuras promissoras.