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Associação entre atitudes perante a morte, a vinculação e o luto : um estudo transversal na população portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A morte, apesar de inevitável e universal, realça a fragilidade e a finitude da experiência humana. As atitudes em resposta à consciência da morte manifestam-se num continuum entre o medo e a aceitação. Estas influenciam o funcionamento global do indivíduo, desde a importância atribuída à vida ao bem-estar emocional. Objetivos: Avaliar a influência de fatores sociodemográficos e da vinculação nas atitudes perante a morte, e a associação entre experiências de perda, luto prolongado e atitudes perante a morte. Método: Estudo transversal em que 232 participantes preencheram o Instrumento de Avaliação do Luto Prolongado (PG-13), a Escala do Perfil de Atitudes Perante a Morte – Revista (EPAM-R), o Questionário sobre as Experiências em Relações Próximas - Estruturas Relacionais (ERP-ER) e questões sobre a morte, o processo de morrer e luto. Resultados: Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a Aceitação como Aproximação e a Aceitação como Escape, a Aceitação como Aproximação e o Evitamento da Morte, o Medo da Morte e a Aceitação Neutral, e o Luto Prolongado e o Evitamento da Morte. Verificou-se, ainda, uma influência significativa da idade no Evitamento da Morte e da Dimensão da Ansiedade na vinculação nas atitudes negativas perante a morte, assim como, em média, uma maior influência do sexo feminino no Medo da Morte, da religião e espiritualidade na Aceitação como Aproximação e no Evitamento da Morte. Conclusão: As atitudes em relação à morte são influenciadas por uma complexa interação de fatores pessoais e sociodemográficos, bem como pela experiência de perda e vinculação.
Autores principais:Baptista, Andreia Filipa Martins
Assunto:Atitude perante a morte Aceitação Vinculação Luto Morte População portuguesa Dissertações de mestrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A morte, apesar de inevitável e universal, realça a fragilidade e a finitude da experiência humana. As atitudes em resposta à consciência da morte manifestam-se num continuum entre o medo e a aceitação. Estas influenciam o funcionamento global do indivíduo, desde a importância atribuída à vida ao bem-estar emocional. Objetivos: Avaliar a influência de fatores sociodemográficos e da vinculação nas atitudes perante a morte, e a associação entre experiências de perda, luto prolongado e atitudes perante a morte. Método: Estudo transversal em que 232 participantes preencheram o Instrumento de Avaliação do Luto Prolongado (PG-13), a Escala do Perfil de Atitudes Perante a Morte – Revista (EPAM-R), o Questionário sobre as Experiências em Relações Próximas - Estruturas Relacionais (ERP-ER) e questões sobre a morte, o processo de morrer e luto. Resultados: Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a Aceitação como Aproximação e a Aceitação como Escape, a Aceitação como Aproximação e o Evitamento da Morte, o Medo da Morte e a Aceitação Neutral, e o Luto Prolongado e o Evitamento da Morte. Verificou-se, ainda, uma influência significativa da idade no Evitamento da Morte e da Dimensão da Ansiedade na vinculação nas atitudes negativas perante a morte, assim como, em média, uma maior influência do sexo feminino no Medo da Morte, da religião e espiritualidade na Aceitação como Aproximação e no Evitamento da Morte. Conclusão: As atitudes em relação à morte são influenciadas por uma complexa interação de fatores pessoais e sociodemográficos, bem como pela experiência de perda e vinculação.