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Metamorphosis

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Resumo:Setúbal nasce da fusão do mar com o rio e da sua ligação com a terra. Porém, o seu processo evolutivo e durante toda a sua transformação ao longo do tempo, essa ligação vai desvanecendo e a cidade de Setúbal vai abandonando o rio Sado. Esta constatação faz com que exista uma difícil articulação entre o rio e, sobretudo, o núcleo antigo da cidade. Partindo deste motto, o que se pretende com esta proposta é recuperar uma relação estrutural que se perdeu entre o rio e a cidade, a partir da desmaterialização da sua margem actual, reinterpretando-a através da sua memória. Deste modo, propõe-se a criação de uma nova margem, de um deslimite que una de volta o rio à cidade de Setúbal, a partir de pré-existências em decadência e actualmente abandonadas, tais como, o Baluarte do Livramento, o cais 3, o Bairro das Fontainhas, o Bairro da Bela Vista, o Terminal Marítimo do Sado e a Central Termoeléctrica de Setúbal. Neste sentido propõe-se uma nova imagem para a cidade que se constrói, destruindo, e que radica na noção de ruína contemporânea e que preserva na sua essência a evidência da história desta cidade. A proposta tem por objectivo construir uma coesão baseada num novo nexo para os vestígios não acreditados a partir de uma re-significação destes fragmentos industriais, fundamentada na sua memória.
Autores principais:Correia, Laura Sofia Dias Lisboa
Assunto:Matamorfose Rio Sado Ruina contemporânea Re-significar Metamorphosis Sado River Contemporary ruin Re-signifying
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Setúbal nasce da fusão do mar com o rio e da sua ligação com a terra. Porém, o seu processo evolutivo e durante toda a sua transformação ao longo do tempo, essa ligação vai desvanecendo e a cidade de Setúbal vai abandonando o rio Sado. Esta constatação faz com que exista uma difícil articulação entre o rio e, sobretudo, o núcleo antigo da cidade. Partindo deste motto, o que se pretende com esta proposta é recuperar uma relação estrutural que se perdeu entre o rio e a cidade, a partir da desmaterialização da sua margem actual, reinterpretando-a através da sua memória. Deste modo, propõe-se a criação de uma nova margem, de um deslimite que una de volta o rio à cidade de Setúbal, a partir de pré-existências em decadência e actualmente abandonadas, tais como, o Baluarte do Livramento, o cais 3, o Bairro das Fontainhas, o Bairro da Bela Vista, o Terminal Marítimo do Sado e a Central Termoeléctrica de Setúbal. Neste sentido propõe-se uma nova imagem para a cidade que se constrói, destruindo, e que radica na noção de ruína contemporânea e que preserva na sua essência a evidência da história desta cidade. A proposta tem por objectivo construir uma coesão baseada num novo nexo para os vestígios não acreditados a partir de uma re-significação destes fragmentos industriais, fundamentada na sua memória.