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Efeitos macroeconómicos do investimento público central e local: uma comparação internacional.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O investimento público tem sido alvo de interesse por parte das investigações económicas mais recentes, enquanto uma variável que pode fomentar o crescimento económico. Através da observação dos seus impactos na economia, consegue-se compreender se os esforços empreendidos no investimento público são eventualmente produtivos. Este estudo pretende analisar essa produtividade, medindo os efeitos do investimento público no PIB, no investimento privado e no emprego, no longo prazo. A especificidade do exposto neste trabalho consiste numa desagregação diferente do investimento público, ao analisar em separado os efeitos do investimento feito pela administração central, pela administração local e pela administração estadual, quando aplicável. É efectuado para sete países da União Europeia, a saber; Alemanha, Bélgica, Finlândia, França, Holanda, Itália e Portugal, permitindo assim uma comparação a nível internacional. A abordagem metodológica baseia-se em modelos de vectores autoregressivos - modelos VAR. Com base nas funções acumuladas de resposta a um impulso por tipo de investimento público, são calculadas as elasticidades, as produtividades marginais parciais e totais do PIB e do investimento privado, bem como as taxas de rendibilidade parciais e totais do PIB. É ainda calculado o número marginal de empregos criados. Conclui-se que, de modo geral, o investimento público por subsector é produtivo, apresentando efeitos positivos no PIB, no investimento privado e no emprego. Por tipo de investimento público, o investimento local tem sempre efeitos positivos no PIB, apresenta impactos positivos no investimento privado para um maior número de países e, no emprego, embora as elasticidades de longo prazo sejam superiores, os empregos criados são menores do que para o investimento central.
Autores principais:Semião, Patrícia Margarida Floro
Assunto:Investimento público central Investimento público local Investimento privado Vectores autoregressivos Respostas a impulso Crowding-in Central public investment Local public investment Private investment Vector autoregression Impulse responses
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O investimento público tem sido alvo de interesse por parte das investigações económicas mais recentes, enquanto uma variável que pode fomentar o crescimento económico. Através da observação dos seus impactos na economia, consegue-se compreender se os esforços empreendidos no investimento público são eventualmente produtivos. Este estudo pretende analisar essa produtividade, medindo os efeitos do investimento público no PIB, no investimento privado e no emprego, no longo prazo. A especificidade do exposto neste trabalho consiste numa desagregação diferente do investimento público, ao analisar em separado os efeitos do investimento feito pela administração central, pela administração local e pela administração estadual, quando aplicável. É efectuado para sete países da União Europeia, a saber; Alemanha, Bélgica, Finlândia, França, Holanda, Itália e Portugal, permitindo assim uma comparação a nível internacional. A abordagem metodológica baseia-se em modelos de vectores autoregressivos - modelos VAR. Com base nas funções acumuladas de resposta a um impulso por tipo de investimento público, são calculadas as elasticidades, as produtividades marginais parciais e totais do PIB e do investimento privado, bem como as taxas de rendibilidade parciais e totais do PIB. É ainda calculado o número marginal de empregos criados. Conclui-se que, de modo geral, o investimento público por subsector é produtivo, apresentando efeitos positivos no PIB, no investimento privado e no emprego. Por tipo de investimento público, o investimento local tem sempre efeitos positivos no PIB, apresenta impactos positivos no investimento privado para um maior número de países e, no emprego, embora as elasticidades de longo prazo sejam superiores, os empregos criados são menores do que para o investimento central.