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Wound healing: the role of exosomes

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Resumo:A pele, no seu estatuto de maior órgão do corpo humano, apresenta como função essencial a proteção contra organismos externos, e consequentes infeções, agressões mecânicas, físicas ou químicas, permitindo simultaneamente a manutenção da temperatura, flexibilidade, e homeostase geral. As feridas crónicas estão associadas a elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. As terapias atuais encontram-se direcionadas para o local da ferida, e não para o mecanismo da mesma, desta forma, terapias celulares têm se mostrado como possíveis alternativas terapêuticas. Esta monografia analisa os exossomas como potencial terapêutica de feridas crónicas, através da descrição do mecanismo de regeneração tecidular e análise dos fatores envolvidos. Com recurso a vários estudos da composição dos exossomas, relacionou-se os componentes dos mesmos com as funções observadas no mecanismo de regeneração tecidular, permitindo perceber de que modo e em que fase poderiam ser usados. Pelo cruzamento da informação dos vários estudos de composição e do próprio mecanismo de regeneração tecidular, foi observado que os exossomas devido à sua elevada heterogeneidade interferem em todas as fases do mecanismo. Como terapêutica clínica real mostraram eficácia em testes in vivo, possibilitando uma regeneração tecidular mais rápida, e evitando também a formação excessiva de cicatriz. Quanto à sua produção, estes mostraram-se fáceis de produzir, com fácil controlo de qualidade. Relativamente à sua segurança quando administrados foi observado baixo risco de efeitos adversos e baixa imunogenicidade, o que possibilitou a sua não rejeição pelo organismo. Deste modo, os exossomas demonstraram grande capacidade de uso no tratamento de feridas crónicas, não só pela sua segurança e facilidade de obtenção, mas também pela variedade de processos onde atuam, não ficando limitados a uma fase, mas modificando todas as fases do processo. Em termos de segurança em humanos, mais estudos serão necessários, no entanto, a modificação dos seus componentes superficiais, poderá permitir direcionar a sua ação para um determinado órgão ou local, reduzindo largamente os efeitos adversos associados a outros órgãos não alvo.
Autores principais:Matos, Júlia Carolina Lopes
Assunto:Pele Regeneração tecidular Feridas crónicas Exossomas Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A pele, no seu estatuto de maior órgão do corpo humano, apresenta como função essencial a proteção contra organismos externos, e consequentes infeções, agressões mecânicas, físicas ou químicas, permitindo simultaneamente a manutenção da temperatura, flexibilidade, e homeostase geral. As feridas crónicas estão associadas a elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. As terapias atuais encontram-se direcionadas para o local da ferida, e não para o mecanismo da mesma, desta forma, terapias celulares têm se mostrado como possíveis alternativas terapêuticas. Esta monografia analisa os exossomas como potencial terapêutica de feridas crónicas, através da descrição do mecanismo de regeneração tecidular e análise dos fatores envolvidos. Com recurso a vários estudos da composição dos exossomas, relacionou-se os componentes dos mesmos com as funções observadas no mecanismo de regeneração tecidular, permitindo perceber de que modo e em que fase poderiam ser usados. Pelo cruzamento da informação dos vários estudos de composição e do próprio mecanismo de regeneração tecidular, foi observado que os exossomas devido à sua elevada heterogeneidade interferem em todas as fases do mecanismo. Como terapêutica clínica real mostraram eficácia em testes in vivo, possibilitando uma regeneração tecidular mais rápida, e evitando também a formação excessiva de cicatriz. Quanto à sua produção, estes mostraram-se fáceis de produzir, com fácil controlo de qualidade. Relativamente à sua segurança quando administrados foi observado baixo risco de efeitos adversos e baixa imunogenicidade, o que possibilitou a sua não rejeição pelo organismo. Deste modo, os exossomas demonstraram grande capacidade de uso no tratamento de feridas crónicas, não só pela sua segurança e facilidade de obtenção, mas também pela variedade de processos onde atuam, não ficando limitados a uma fase, mas modificando todas as fases do processo. Em termos de segurança em humanos, mais estudos serão necessários, no entanto, a modificação dos seus componentes superficiais, poderá permitir direcionar a sua ação para um determinado órgão ou local, reduzindo largamente os efeitos adversos associados a outros órgãos não alvo.