Publicação
Factores de risco cardiovascular em utilizadoras de contraceptivos orais combinados
| Resumo: | A contracepção hormonal oral é um método anticoncepcional com elevada eficácia e utilização a nível mundial, que tem sido sujeita a vários estudos e alterações desde o início da sua comercialização, desde a redução da componente estrogénica à introdução de novas gerações de compostos progestagénicos. Os seus efeitos adversos (reais ou associados a mitos) levam muitas vezes a uma descontinuação na sua administração, o que se traduz no comprometimento da sua eficácia. Apesar de raras, as manifestações não desejáveis mais graves tratam-se de alterações metabólicas que podem levar à exacerbação de factores de risco cardiovasculares. Desde o aparecimento dos contraceptivos orais combinados que têm sido descritos casos de doenças cardiovasculares associadas à sua utilização, pelo que se torna essencial uma adequação da sua prescrição ao perfil individual, de forma a diminuir a sua ocorrência e consequências. Na perspectiva de se tratar de um estudo que reflicta sobre a prevalência concomitante de factores de risco cardiovasculares em utilizadoras de contraceptivos orais combinados, foram aplicados 153 questionários a mulheres em idade fértil que nos permitiram estudar relativamente à dinâmica da utilização de contraceptivos orais: qual o tipo usado, quem indicou o seu uso e descontinuação da sua administração; e à presença de factores de risco cardiovascular: se se tratam de advertências ou contra-indicações à sua utilização. As mulheres inquiridas usavam essencialmente contraceptivos orais de 3ª ou 4ª geração, por indicação médica na maioria dos casos, e apresentavam uma taxa de descontinuação significativa, principalmente devido a esquecimento ou mitos associados ao seu uso. Foram identificadas várias situações que constituem contra-indicação ou advertência à utilização de contraceptivos orais combinados no que diz respeito a um aumento do risco cardiovascular, nomeadamente problemas de circulação, dislipidémias e enxaquecas com aura. Para além da necessidade de desmistificar algumas noções relativamente à utilização de contraceptivos orais, é essencial detectar quais os principais aspectos associados a um aumento do risco cardiovascular por forma a adequar o método contraceptivo a cada caso individual. |
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| Autores principais: | Catumba, Ana Catarina Barreira |
| Assunto: | Contracepção Contraceptivos orais combinados Doenças cardiovasculares Factores de risco Adequação da prescrição Mestrado Integrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A contracepção hormonal oral é um método anticoncepcional com elevada eficácia e utilização a nível mundial, que tem sido sujeita a vários estudos e alterações desde o início da sua comercialização, desde a redução da componente estrogénica à introdução de novas gerações de compostos progestagénicos. Os seus efeitos adversos (reais ou associados a mitos) levam muitas vezes a uma descontinuação na sua administração, o que se traduz no comprometimento da sua eficácia. Apesar de raras, as manifestações não desejáveis mais graves tratam-se de alterações metabólicas que podem levar à exacerbação de factores de risco cardiovasculares. Desde o aparecimento dos contraceptivos orais combinados que têm sido descritos casos de doenças cardiovasculares associadas à sua utilização, pelo que se torna essencial uma adequação da sua prescrição ao perfil individual, de forma a diminuir a sua ocorrência e consequências. Na perspectiva de se tratar de um estudo que reflicta sobre a prevalência concomitante de factores de risco cardiovasculares em utilizadoras de contraceptivos orais combinados, foram aplicados 153 questionários a mulheres em idade fértil que nos permitiram estudar relativamente à dinâmica da utilização de contraceptivos orais: qual o tipo usado, quem indicou o seu uso e descontinuação da sua administração; e à presença de factores de risco cardiovascular: se se tratam de advertências ou contra-indicações à sua utilização. As mulheres inquiridas usavam essencialmente contraceptivos orais de 3ª ou 4ª geração, por indicação médica na maioria dos casos, e apresentavam uma taxa de descontinuação significativa, principalmente devido a esquecimento ou mitos associados ao seu uso. Foram identificadas várias situações que constituem contra-indicação ou advertência à utilização de contraceptivos orais combinados no que diz respeito a um aumento do risco cardiovascular, nomeadamente problemas de circulação, dislipidémias e enxaquecas com aura. Para além da necessidade de desmistificar algumas noções relativamente à utilização de contraceptivos orais, é essencial detectar quais os principais aspectos associados a um aumento do risco cardiovascular por forma a adequar o método contraceptivo a cada caso individual. |
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