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Avaliação do selénio, zinco e cobre séricos numa Unidade de Cuidados Intensivos : sua relação com a evolução e o prognóstico dos doentes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O selénio, o zinco e o cobre, são oligoelementos considerados importantes na resposta anti-inflamatória / antioxidante, sendo o objetivo deste trabalho relacionar as suas concentrações séricas com a gravidade, a evolução clínica e o prognóstico. Material e Métodos: Realizou-se um estudo prospetivo na UCI do Hospital Beatriz Ângelo, durante 4 meses, com 200 doentes, tendo sido realizados doseamentos séricos de selénio, zinco, cobre e marcadores de fase aguda, na admissão e ao terceiro dia de internamento. Resultados: Na admissão os doentes com duas ou mais falências de órgãos e os doentes com necessidade de suporte aminérgico apresentaram níveis de zinco e selénio significativamente mais baixos (p <0,01); os níveis séricos de zinco também eram significativamente mais baixos nos doentes ventilados (p = 0,05). Tempos mais prolongados de ventilação mecânica estavam associados a valores significativamente mais baixos de zinco e selénio na admissão (p = 0,014 e p = 0,037, respetivamente). Os doentes com falência renal e hematológica apresentaram valores mais baixos de selénio na admissão (p = 0,002 e p = 0,028, respetivamente). Verificou-se uma relação significativa entre os marcadores de fase aguda e os níveis de zinco (p = 0,004) e de selénio (p = 0,005). Os doentes que desenvolveram complicações infeciosas durante o internamento apresentaram níveis significativamente mais altos de cobre na admissão (p = 0,007). Analisou-se a variação dos níveis dos oligoelementos entre o primeiro e o terceiro dia de internamento, assim como da sua relação com o início precoce da dieta na UCI. Conclusão: Os doentes mais graves apresentaram níveis séricos de selénio e zinco mais baixos. A concentração sérica de cobre apresentou-se elevada na admissão, em alguns doentes, ao contrário do selénio e do zinco. Considerar que estes níveis alterados têm implicação causal na gravidade da situação clínica, ou são consequência da mesma, ficará em aberto.
Autores principais:Gonçalves, Ana Isabel Pais de Moura
Assunto:Oligoelementos Selénio Zinco Cobre Doentes criticos Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O selénio, o zinco e o cobre, são oligoelementos considerados importantes na resposta anti-inflamatória / antioxidante, sendo o objetivo deste trabalho relacionar as suas concentrações séricas com a gravidade, a evolução clínica e o prognóstico. Material e Métodos: Realizou-se um estudo prospetivo na UCI do Hospital Beatriz Ângelo, durante 4 meses, com 200 doentes, tendo sido realizados doseamentos séricos de selénio, zinco, cobre e marcadores de fase aguda, na admissão e ao terceiro dia de internamento. Resultados: Na admissão os doentes com duas ou mais falências de órgãos e os doentes com necessidade de suporte aminérgico apresentaram níveis de zinco e selénio significativamente mais baixos (p <0,01); os níveis séricos de zinco também eram significativamente mais baixos nos doentes ventilados (p = 0,05). Tempos mais prolongados de ventilação mecânica estavam associados a valores significativamente mais baixos de zinco e selénio na admissão (p = 0,014 e p = 0,037, respetivamente). Os doentes com falência renal e hematológica apresentaram valores mais baixos de selénio na admissão (p = 0,002 e p = 0,028, respetivamente). Verificou-se uma relação significativa entre os marcadores de fase aguda e os níveis de zinco (p = 0,004) e de selénio (p = 0,005). Os doentes que desenvolveram complicações infeciosas durante o internamento apresentaram níveis significativamente mais altos de cobre na admissão (p = 0,007). Analisou-se a variação dos níveis dos oligoelementos entre o primeiro e o terceiro dia de internamento, assim como da sua relação com o início precoce da dieta na UCI. Conclusão: Os doentes mais graves apresentaram níveis séricos de selénio e zinco mais baixos. A concentração sérica de cobre apresentou-se elevada na admissão, em alguns doentes, ao contrário do selénio e do zinco. Considerar que estes níveis alterados têm implicação causal na gravidade da situação clínica, ou são consequência da mesma, ficará em aberto.