Publicação
Preferências de doentes oncológicos na comunicação de más notícias
| Resumo: | As repercussões do diagnóstico de uma doença oncológica podem implicar consequências emocionais por parte dos doentes. Perceber as preferências dos doentes na forma na forma de receber diagnósticos dessa natureza pode atenuar o impacto de uma má notícia e contribuir para o bem-estar dos doentes oncológicos. Este estudo teve como objetivos reunir evidência de estudos sobre os procedimentos recorrentes na forma de comunicar com o doente oncológico; identificar as preferências de doentes na receção do diagnóstico de doença oncológica maligna e identificar constrangimentos e oportunidades que acompanham esse processo de comunicação. Método: Pesquisa realizada em artigos publicados entre 2015 e 2021, em língua inglesa, nas bases de dados PubMed e PsycInfo, que continham experiências e preferências referidas pelos doentes baseadas em procedimentos para comunicar más notícias e medidas para avaliar as preferências dos doentes, para atenuar a perturbação psicológica, facilitar a adaptação à nova situação e promover uma atitude de esperança realística, baseadas nos resultados reportados através de inquéritos e entrevistas. Resultados: foram analisados dez artigos e constatou-se que, apesar de algumas coincidências, as preferências dos doentes variam consoante as particularidades dos indivíduos e consoante os países em que vivem: de cultura ocidental e/ou de cultura não ocidental. Nos primeiros, os doentes preferem ser informados desde o momento do diagnóstico da sua situação clínica e prognóstico. Preferem conhecer as opções de tratamento e participar nas tomadas de decisão médicas. Nos segundos, preferem desconhecer o diagnóstico na sua totalidade, sendo muitas vezes os familiares a pedir aos médicos para ocultarem a real situação clínica. Conclusão: Receber de imediato a má notícia, de forma direta e com linguagem acessível com possibilidade de escolha das opções de tratamento reúne a maioria das preferências apontadas pelos doentes. Em países do continente africano e asiático, o doente prefere não receber o diagnóstico na íntegra, sendo muitas vezes os familiares a pedir ao médico para ocultar a má notícia. |
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| Autores principais: | Silva, Martim Moniz Cunha e |
| Assunto: | Comunicação Más-notícias Doentes oncológicos Preferências Relação médico-doente |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As repercussões do diagnóstico de uma doença oncológica podem implicar consequências emocionais por parte dos doentes. Perceber as preferências dos doentes na forma na forma de receber diagnósticos dessa natureza pode atenuar o impacto de uma má notícia e contribuir para o bem-estar dos doentes oncológicos. Este estudo teve como objetivos reunir evidência de estudos sobre os procedimentos recorrentes na forma de comunicar com o doente oncológico; identificar as preferências de doentes na receção do diagnóstico de doença oncológica maligna e identificar constrangimentos e oportunidades que acompanham esse processo de comunicação. Método: Pesquisa realizada em artigos publicados entre 2015 e 2021, em língua inglesa, nas bases de dados PubMed e PsycInfo, que continham experiências e preferências referidas pelos doentes baseadas em procedimentos para comunicar más notícias e medidas para avaliar as preferências dos doentes, para atenuar a perturbação psicológica, facilitar a adaptação à nova situação e promover uma atitude de esperança realística, baseadas nos resultados reportados através de inquéritos e entrevistas. Resultados: foram analisados dez artigos e constatou-se que, apesar de algumas coincidências, as preferências dos doentes variam consoante as particularidades dos indivíduos e consoante os países em que vivem: de cultura ocidental e/ou de cultura não ocidental. Nos primeiros, os doentes preferem ser informados desde o momento do diagnóstico da sua situação clínica e prognóstico. Preferem conhecer as opções de tratamento e participar nas tomadas de decisão médicas. Nos segundos, preferem desconhecer o diagnóstico na sua totalidade, sendo muitas vezes os familiares a pedir aos médicos para ocultarem a real situação clínica. Conclusão: Receber de imediato a má notícia, de forma direta e com linguagem acessível com possibilidade de escolha das opções de tratamento reúne a maioria das preferências apontadas pelos doentes. Em países do continente africano e asiático, o doente prefere não receber o diagnóstico na íntegra, sendo muitas vezes os familiares a pedir ao médico para ocultar a má notícia. |
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