Publicação
Ciclo reprodutivo e patologias da ostra portuguesa Crassostrea angulata (Lamarck, 1819) no estuário do Sado
| Resumo: | A ostra portuguesa, Crassostrea angulata (Lamarck, 1819), é um recurso de grande relevância económica e ecológica. No estuário do Sado foi uma espécie relevante na produção aquícola até à década de 1970, altura em que praticamente desapareceu devido a mortalidades massivas. Atualmente parece estar em recuperação, sendo necessário o desenvolvimento de estudos, que o comprovem e que promovam o seu restabelecimento. Este estudo tem por finalidade analisar o ciclo reprodutivo da espécie no estuário do Sado e o seu estado sanitário, comparando ostras de um banco natural com ostras transplantadas para um viveiro. A análise do ciclo reprodutivo, mostrou que a gametogénese teve início no final do Inverno e início da Primavera, ocorrendo o pico da desova no Verão. A maior percentagem de ocupação da gónada em relação aos restantes tecidos foi determinada quando as ostras estavam nos estados III (gónada madura) e IV (desova). Foi possível determinar que nos meses mais frios não foram observadas ostras maduras nem em desova e que a mesma se iniciou com temperaturas acima dos 18°C. Na avaliação do estado sanitário observou-se uma baixa patogenicidade dos agentes patogénicos detetados e não se registaram episódios de mortalidade. Registaram-se 96,6% e 89,6% de indivíduos com pelo menos uma lesão, alteração morfológica ou a presença de parasitas no banco natural e viveiro, respectivamente. Segundo o índice de avaliação do estado sanitário elaborado neste estudo- IAESO, não foram encontradas ostras em estado crítico no viveiro, contrastando com 4,2% de ostras do banco nesse estado. Constatou-se uma melhoria da condição das ostras ao serem transplantadas para o viveiro. Este estudo constitui um contributo para o conhecimento da biologia e o estado das populações de ostra portuguesa no estuário do Sado permitindo a conservação e a exploração sustentada deste recurso, face às pressões do meio envolvente |
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| Autores principais: | Grade, Ana Catarina Bento Adrião da Fonseca |
| Assunto: | Crassostrea angulata ostra portuguesa estuário do Sado ciclo reprodutivo estado sanitário |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ostra portuguesa, Crassostrea angulata (Lamarck, 1819), é um recurso de grande relevância económica e ecológica. No estuário do Sado foi uma espécie relevante na produção aquícola até à década de 1970, altura em que praticamente desapareceu devido a mortalidades massivas. Atualmente parece estar em recuperação, sendo necessário o desenvolvimento de estudos, que o comprovem e que promovam o seu restabelecimento. Este estudo tem por finalidade analisar o ciclo reprodutivo da espécie no estuário do Sado e o seu estado sanitário, comparando ostras de um banco natural com ostras transplantadas para um viveiro. A análise do ciclo reprodutivo, mostrou que a gametogénese teve início no final do Inverno e início da Primavera, ocorrendo o pico da desova no Verão. A maior percentagem de ocupação da gónada em relação aos restantes tecidos foi determinada quando as ostras estavam nos estados III (gónada madura) e IV (desova). Foi possível determinar que nos meses mais frios não foram observadas ostras maduras nem em desova e que a mesma se iniciou com temperaturas acima dos 18°C. Na avaliação do estado sanitário observou-se uma baixa patogenicidade dos agentes patogénicos detetados e não se registaram episódios de mortalidade. Registaram-se 96,6% e 89,6% de indivíduos com pelo menos uma lesão, alteração morfológica ou a presença de parasitas no banco natural e viveiro, respectivamente. Segundo o índice de avaliação do estado sanitário elaborado neste estudo- IAESO, não foram encontradas ostras em estado crítico no viveiro, contrastando com 4,2% de ostras do banco nesse estado. Constatou-se uma melhoria da condição das ostras ao serem transplantadas para o viveiro. Este estudo constitui um contributo para o conhecimento da biologia e o estado das populações de ostra portuguesa no estuário do Sado permitindo a conservação e a exploração sustentada deste recurso, face às pressões do meio envolvente |
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