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Verbos que imitam sons : notas sobre as vozes dos animais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tanto na filosofia da linguagem, como no ensino de uma língua (o português) a estrangeiros, há um tópico que emerge frequentemente e cuja descrição padece de dificuldades assinaláveis: trata-se da problemática relação entre a linguagem e a expressão de coisas que se encontram no mundo, designadamente a representação de sons produzidos por fenómenos naturais e, sobretudo, pelos animais. “Vozes dos animais” é, aliás, a expressão que, a partir do poema homónimo de Pedro Dinis (coligido por Monteverde e Antero de Quental, entre outros), se tornará na classificação de um conjunto de verbos que designam os sons que se supõe serem emitidos pelos animais. Importa, ainda, lembrar que, enquanto congéneres das onomatopeias, habitualmente estes vocábulos não se encontram lexicalizados. Partindo do poema supracitado e de alguns trabalhos clássicos sobre o tópico, estas notas pretendem oferecer um panorama dos estudos sobre este mesmo problema.
Autores principais:Castro, Tomás N.
Assunto:Filosofia da linguagem Onomatopeias vozes dos animais Lexicografia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Tanto na filosofia da linguagem, como no ensino de uma língua (o português) a estrangeiros, há um tópico que emerge frequentemente e cuja descrição padece de dificuldades assinaláveis: trata-se da problemática relação entre a linguagem e a expressão de coisas que se encontram no mundo, designadamente a representação de sons produzidos por fenómenos naturais e, sobretudo, pelos animais. “Vozes dos animais” é, aliás, a expressão que, a partir do poema homónimo de Pedro Dinis (coligido por Monteverde e Antero de Quental, entre outros), se tornará na classificação de um conjunto de verbos que designam os sons que se supõe serem emitidos pelos animais. Importa, ainda, lembrar que, enquanto congéneres das onomatopeias, habitualmente estes vocábulos não se encontram lexicalizados. Partindo do poema supracitado e de alguns trabalhos clássicos sobre o tópico, estas notas pretendem oferecer um panorama dos estudos sobre este mesmo problema.