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Corrupção e honestidade dos outros : o efeito das normas descritivas sobre decisões do poder

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Um vasto corpo de literatura científica indica que ter poder torna as pessoas pouco permeáveis a influências sociais e ativa uma maior propensão para a ação, o que pode aumentar a probabilidade de corrupção. No entanto, com base na teoria do poder de Turner (2005), realizou-se um experimento laboratorial para se testar a hipótese de que as pessoas com poder são influenciadas pelas normas descritivas, e que estas afetam a sua tendência para decisões corruptas ou honestas. A tarefa experimental consistiu em decidir vender recursos das suas equipas de uma maneira honesta ou corrupta. O poder dos participantes foi manipulado através de uma distribuição aleatória de papéis (líderes e não-líderes), enquanto as normas descritivas foram manipuladas dando, após cada decisão de venda, feedback fictício sobre as decisões dos supostos parceiros de equipa. A metade dos participantes, o feedback indicou que a maioria dos parceiros de equipa tinha sido honesta e à outra metade que tinha sido corrupta. Os resultados mostraram que os líderes tomaram mais decisões corruptas quando os parceiros eram corruptos, e que tomaram mais decisões honestas face a uma equipa com uma maioria honesta, o que demonstra que foram influenciados pelas normas descritivas; contudo, essa influência não se observou nos não-líderes. Estes resultados têm implicações importantes para a compreensão da natureza do poder e da sua relação com a corrupção, ao apontarem para a influência moderadora das normas descritivas. As limitações do presente estudo e as linhas de futura investigação são discutidas.
Autores principais:Pinto, André Fernandes Santos
Assunto:Poder Corrupção Influência social Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um vasto corpo de literatura científica indica que ter poder torna as pessoas pouco permeáveis a influências sociais e ativa uma maior propensão para a ação, o que pode aumentar a probabilidade de corrupção. No entanto, com base na teoria do poder de Turner (2005), realizou-se um experimento laboratorial para se testar a hipótese de que as pessoas com poder são influenciadas pelas normas descritivas, e que estas afetam a sua tendência para decisões corruptas ou honestas. A tarefa experimental consistiu em decidir vender recursos das suas equipas de uma maneira honesta ou corrupta. O poder dos participantes foi manipulado através de uma distribuição aleatória de papéis (líderes e não-líderes), enquanto as normas descritivas foram manipuladas dando, após cada decisão de venda, feedback fictício sobre as decisões dos supostos parceiros de equipa. A metade dos participantes, o feedback indicou que a maioria dos parceiros de equipa tinha sido honesta e à outra metade que tinha sido corrupta. Os resultados mostraram que os líderes tomaram mais decisões corruptas quando os parceiros eram corruptos, e que tomaram mais decisões honestas face a uma equipa com uma maioria honesta, o que demonstra que foram influenciados pelas normas descritivas; contudo, essa influência não se observou nos não-líderes. Estes resultados têm implicações importantes para a compreensão da natureza do poder e da sua relação com a corrupção, ao apontarem para a influência moderadora das normas descritivas. As limitações do presente estudo e as linhas de futura investigação são discutidas.