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O combate ao terrorismo e as suas consequências na garantia dos direitos humanos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O terrorismo internacional foi elevado ao posto de elemento regulador das relações entre os Estados na sociedade internacional contemporânea, servindo de elemento-chave para a construção de novas regras quanto à exigibilidade e aplicação dos direitos fundamentais. A análise histórica da construção do termo terrorismo permite compreender o porquê de não haver um conceito jurídico preciso e claro do mesmo no âmbito do direito internacional. Ao longo da história, o tratamento jurídico do tema dependeu incessantemente das relações de poder e dos interesses em destaque perante a comunidade global - interesses estes que, in concreto, visam atualmente o estabelecimento de um combate elástico e permanente contra um inimigo determinável, e não determinado. A alteração dos contornos dos direitos humanos, promovida pelos atores internacionais em face da necessidade de medidas securitárias contra a ameaça terrorista, tem impossibilitado o direito internacional em forjar um conceito uno do terrorismo internacional. No âmbito internacional, os Estados Unidos apresentam-se como o ator decisivo para a condução das estratégias antiterroristas e, em conjunto ao crescente papel desempenhado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, têm auxiliado os Estados democráticos de direito no intuito de legitimar as suas medidas de exceção, cada vez mais correntes na atualidade, perante o universo dos direitos humanos. A contextualização histórica do terrorismo mostra-se de extrema relevância para a compreensão e análise das medidas antiterroristas adotadas neste século, como também das suas consequências para os direitos fundamentais até aqui consolidados no direito internacional. Em escala regional, o Tribunal de Justiça da União Europeia e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos têm sido sobremaneira determinantes para, através das suas decisões, estabelecer ativamente o escopo e limites das medidas excecionais aprovadas pelos Estados europeus no novo contexto securitário, sobretudo para a compreensão do novo equilíbrio que se busca entre a necessidade de segurança internacional e os direitos humanos.
Autores principais:Mello, Priscilla Caroline Veiga Leal de
Assunto:Direito internacional Terrorismo Direitos humanos Organização das Nações Unidas Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O terrorismo internacional foi elevado ao posto de elemento regulador das relações entre os Estados na sociedade internacional contemporânea, servindo de elemento-chave para a construção de novas regras quanto à exigibilidade e aplicação dos direitos fundamentais. A análise histórica da construção do termo terrorismo permite compreender o porquê de não haver um conceito jurídico preciso e claro do mesmo no âmbito do direito internacional. Ao longo da história, o tratamento jurídico do tema dependeu incessantemente das relações de poder e dos interesses em destaque perante a comunidade global - interesses estes que, in concreto, visam atualmente o estabelecimento de um combate elástico e permanente contra um inimigo determinável, e não determinado. A alteração dos contornos dos direitos humanos, promovida pelos atores internacionais em face da necessidade de medidas securitárias contra a ameaça terrorista, tem impossibilitado o direito internacional em forjar um conceito uno do terrorismo internacional. No âmbito internacional, os Estados Unidos apresentam-se como o ator decisivo para a condução das estratégias antiterroristas e, em conjunto ao crescente papel desempenhado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, têm auxiliado os Estados democráticos de direito no intuito de legitimar as suas medidas de exceção, cada vez mais correntes na atualidade, perante o universo dos direitos humanos. A contextualização histórica do terrorismo mostra-se de extrema relevância para a compreensão e análise das medidas antiterroristas adotadas neste século, como também das suas consequências para os direitos fundamentais até aqui consolidados no direito internacional. Em escala regional, o Tribunal de Justiça da União Europeia e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos têm sido sobremaneira determinantes para, através das suas decisões, estabelecer ativamente o escopo e limites das medidas excecionais aprovadas pelos Estados europeus no novo contexto securitário, sobretudo para a compreensão do novo equilíbrio que se busca entre a necessidade de segurança internacional e os direitos humanos.