Publication

Encefalopatia hepática: fisiopatologia e tratamento

View document

Bibliographic Details
Summary:A Encefalopatia Hepática é uma condição clínica que abrange um espectro alargado de perturbações neurológicas e motoras, que se desenvolve na sequência de um comprometimento hepático agudo ou crónico. Os sintomas incluem confusão mental, desorientação visual-espacial, diminuição da coordenação motora e nos estadios mais avançados pode conduzir ao coma. Os sinais clínicos são frequentemente inespecíficos e com grande variabilidade interindividual. Com efeito, o diagnóstico revela-se difícil, tornando-se essencial a realização do despiste de patologias com sintomatologia semelhante. A compreensão da natureza desta patologia é indispensável ao delineamento de estratégias terapêuticas. Neste contexto, a abordagem sobre as atuais opções de tratamento exige uma prévia exposição das características da doença. A Encefalopatia Hepática apresenta uma fisiopatologia multifatorial e complexa, que não está ainda inteiramente clarificada. A elevação da concentração sérica de amónia é a hipótese central da génese da encefalopatia hepática. A sua ação neurotóxica exprime-se tanto no desenvolvimento de edema cerebral, como na alteração da transdução de sinal. A inflamação sistémica mostra ser outra hipótese no desencadeamento da encefalopatia hepática e a sua ação sinérgica com a hiperamonémia conduz a um pior prognóstico. Os esquemas terapêuticos disponíveis, atualmente, assentam sobretudo na redução dos níveis plasmáticos de amónia. A lactulose e a rifaximina são os únicos fármacos com aprovação para o tratamento de encefalopatia hepática. No entanto, os resultados são pouco satisfatórios. Neste sentido, perspetiva-se que as novas descobertas no mecanismo fisiopatológico sejam um caminho para que, futuramente, os fatores inflamatórios possam constituir um novo alvo terapêutico.
Main Authors:Antunes, Patrícia Filipa Mota
Subject:Encefalopatia hepática Cirrose Hiperamonémia Inflamação Lactulose Mestrado Integrado - 2016
Year:2016
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:A Encefalopatia Hepática é uma condição clínica que abrange um espectro alargado de perturbações neurológicas e motoras, que se desenvolve na sequência de um comprometimento hepático agudo ou crónico. Os sintomas incluem confusão mental, desorientação visual-espacial, diminuição da coordenação motora e nos estadios mais avançados pode conduzir ao coma. Os sinais clínicos são frequentemente inespecíficos e com grande variabilidade interindividual. Com efeito, o diagnóstico revela-se difícil, tornando-se essencial a realização do despiste de patologias com sintomatologia semelhante. A compreensão da natureza desta patologia é indispensável ao delineamento de estratégias terapêuticas. Neste contexto, a abordagem sobre as atuais opções de tratamento exige uma prévia exposição das características da doença. A Encefalopatia Hepática apresenta uma fisiopatologia multifatorial e complexa, que não está ainda inteiramente clarificada. A elevação da concentração sérica de amónia é a hipótese central da génese da encefalopatia hepática. A sua ação neurotóxica exprime-se tanto no desenvolvimento de edema cerebral, como na alteração da transdução de sinal. A inflamação sistémica mostra ser outra hipótese no desencadeamento da encefalopatia hepática e a sua ação sinérgica com a hiperamonémia conduz a um pior prognóstico. Os esquemas terapêuticos disponíveis, atualmente, assentam sobretudo na redução dos níveis plasmáticos de amónia. A lactulose e a rifaximina são os únicos fármacos com aprovação para o tratamento de encefalopatia hepática. No entanto, os resultados são pouco satisfatórios. Neste sentido, perspetiva-se que as novas descobertas no mecanismo fisiopatológico sejam um caminho para que, futuramente, os fatores inflamatórios possam constituir um novo alvo terapêutico.