Publicação
A perceção das grávidas e das mães adolescentes sobre a comunicação familiar durante a gravidez e no pós-parto
| Resumo: | Introdução teórica: A presente dissertação de Mestrado pretende ser um contributo científico para a investigação da Gravidez na Adolescência, nomeadamente para o domínio da Psicologia. Neste âmbito, os fatores do contexto familiar necessitam de ser investigados, de forma a reduzir o risco de gravidez adolescente em populações específicas. Assim, propomo-nos analisar os fatores que contribuem para a incidência da gravidez na adolescência, com principal foco na comunicação familiar, a fim de compreender de que forma é que a mudança da gravidez para a maternidade induz, ou não, uma alteração na perceção das adolescentes relativamente às relações familiares e à comunicação familiar nas suas famílias de origem. Metodologia: Participantes: jovens adolescentes (N = 24) entre 16 e 20 anos que se encontrem grávidas e jovens adolescentes que tiveram o seu primeiro filho durante a adolescência e há menos de 12 meses. Instrumentos: Consentimento Informado, Questionário Sociodemográfico e Clínico e questionário FACES-IV (Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales (Olson, Gorall & Tiesel, 2006; versão portuguesa adaptada de Rebelo, (2008). Procedimento: Recrutamento presencial no Centro de Saúde do Bom Jesus, Funchal, no Hospital Doutor Nélio Mendonça, Funchal e no contexto social da investigadora. Após a obtenção do Consentimento Informado, foi aplicado o Questionário Sociodemográfico e Clínico, seguido do instrumento FACES-IV. Resultados: As análises de regressão linear hierárquica múltipla mostram que a mudança no estatuto obstétrico não induz uma mudança na perceção da adolescente acerca da comunicação familiar. Curiosamente, fatores ligados à organização familiar como a fonte dos rendimentos ou a coabitação com o pai do futuro bebé induzem uma mudança na perceção da adolescente relativamente à comunicação familiar. Conclusões: Esta investigação permitiu concluir que as variáveis fontes dos rendimentos e coabitação com o pai do bebé condiciona a perceção da comunicação familiar na amostra de esta investigação. Neste sentido, é importante que os programas de intervenção na maternidade adolescente se foquem em aspetos específicos da organização das famílias das adolescentes. |
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| Autores principais: | Garcês, Eugénia Filipa Costa |
| Assunto: | Adolescência Gravidez na adolescência Mães adolescentes Maternidade Apoio familiar Dissertações de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução teórica: A presente dissertação de Mestrado pretende ser um contributo científico para a investigação da Gravidez na Adolescência, nomeadamente para o domínio da Psicologia. Neste âmbito, os fatores do contexto familiar necessitam de ser investigados, de forma a reduzir o risco de gravidez adolescente em populações específicas. Assim, propomo-nos analisar os fatores que contribuem para a incidência da gravidez na adolescência, com principal foco na comunicação familiar, a fim de compreender de que forma é que a mudança da gravidez para a maternidade induz, ou não, uma alteração na perceção das adolescentes relativamente às relações familiares e à comunicação familiar nas suas famílias de origem. Metodologia: Participantes: jovens adolescentes (N = 24) entre 16 e 20 anos que se encontrem grávidas e jovens adolescentes que tiveram o seu primeiro filho durante a adolescência e há menos de 12 meses. Instrumentos: Consentimento Informado, Questionário Sociodemográfico e Clínico e questionário FACES-IV (Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales (Olson, Gorall & Tiesel, 2006; versão portuguesa adaptada de Rebelo, (2008). Procedimento: Recrutamento presencial no Centro de Saúde do Bom Jesus, Funchal, no Hospital Doutor Nélio Mendonça, Funchal e no contexto social da investigadora. Após a obtenção do Consentimento Informado, foi aplicado o Questionário Sociodemográfico e Clínico, seguido do instrumento FACES-IV. Resultados: As análises de regressão linear hierárquica múltipla mostram que a mudança no estatuto obstétrico não induz uma mudança na perceção da adolescente acerca da comunicação familiar. Curiosamente, fatores ligados à organização familiar como a fonte dos rendimentos ou a coabitação com o pai do futuro bebé induzem uma mudança na perceção da adolescente relativamente à comunicação familiar. Conclusões: Esta investigação permitiu concluir que as variáveis fontes dos rendimentos e coabitação com o pai do bebé condiciona a perceção da comunicação familiar na amostra de esta investigação. Neste sentido, é importante que os programas de intervenção na maternidade adolescente se foquem em aspetos específicos da organização das famílias das adolescentes. |
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